CartaExpressa
Em derrota de Carlos Bolsonaro, Câmara do Rio mantém passaporte da vacina
Proposta de acabar com exigência de comprovante foi rejeitada por 30 votos a 4
A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro rejeitou o PL 50/21 que pretendia acabar com a exigência do comprovante de vacinação na cidade. Apresentado por Carlos Bolsonaro, o projeto foi derrotado por 30 votos a 4.
Além do parecer do filho do presidente, os outros três votos do projeto foram de Gabriel Monteiro (PSD), Vitor Hugo (MDB) e Rogério Amorim (PSL).
A proposta para sustar o decreto proferido pelo prefeito Eduardo Paes equiparava a exigência de comprovante vacinal para a entrada em determinados locais de uso público “àquelas impostas aos judeus de áreas anexadas pela máquina nazista durante os anos da 2a Guerra Mundial”.
No Twitter, o vereador criticou a decisão do Plenário.
Nosso PDL 50/21 é rejeitado após dois pedidos de adiamento: um feito por vereador do governo Eduardo Paes e outro pelo PSOL.
Novamente rasga-se a Constituição e aplica-se mais uma derrota à liberdade do povo brasileiro e contra inclusive ao posicionamento da própria OMS. pic.twitter.com/R0mr8fmoPY
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) October 20, 2021
A crítica da OMS sobre o passaporte vacinal se refere àquele que permite fazer viagens internacionais e não aos usados localmente.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



