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Após afastamento, coronel se arrepende de ter convocado PMs para manifestação

‘Ele está arrependido até o último fio de cabelo’, afirma José Vicente, ex-secretário Nacional de Segurança Pública

Após afastamento, coronel se arrepende de ter convocado PMs para manifestação
Após afastamento, coronel se arrepende de ter convocado PMs para manifestação
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Foto: Reprodução
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O coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública José Vicente afirmou nesta quinta-feira 2 que Aleksander Lacerda está ‘profundamente arrependido’ de ter convocado policiais a participarem dos atos antidemocráticos no dia 7 de setembro.

“Ele está arrependido até o último fio de cabelo”, afirmou José Vicente em entrevista ao portal UOL.

Lacerda comandava sete batalhões da Polícia Militar de São Paulo e uma tropa de cerca de 5 mil homens. Ele foi afastado do cargo pelo governador João Doria (PSDB) após o episódio. O caso está sendo analisado em procedimento interno da PM.

 

Na entrevista ao portal, Vicente definiu o episódio como ‘um caso estritamente isolado’ e alegou que Lacerda teria sido o único coronel da ativa a fazer a convocatória para o dia 7. No entanto, no mesmo dia em que ele foi afastado, o caso de outro coronel paulista veio à tona: Homero de Giorge Cerqueira também compartilhou publicações com chamamentos para as manifestações.

“É bom salientar que o coronel Aleksander foi o único oficial da ativa que fez isso. Nós temos 64 coronéis. Ele fez uma brincadeira de mau gosto, vai ser punido – tem que ser punido -, porque acabou misturando… uma grande liderança da estrutura da polícia mais poderosa do país fazer uma bobagem dessa”, disse Vicente.

O ‘bolsonarismo radical’, no entanto, cresceu 35% entre os oficiais das polícias militares no Brasil em 2021, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A pesquisa acompanha o comportamento de policiais militares nas redes e identificou um crescimento na adesão às teses mais radicais de Jair Bolsonaro, como o fechamento do Supremo e a prisão de ministros.

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