Política
Rio recorre ao STF contra investigação de operações policiais na pandemia
O governo fluminense questiona a ordem para conceder acesso a comunicações e relatórios sobre as operações
O governo do Rio de Janeiro entrou nesta segunda-feira, 16, com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a decisão individual do ministro Edson Fachin que mandou investigar as operações policiais abertas durante a pandemia.
A Procuradoria Geral do Estado sugere duas alternativas: que Fachin reconsidere a própria decisão ou leve a questão direto ao plenário do tribunal.
O principal ponto questionado pelo governo fluminense é a ordem para conceder acesso a comunicações e relatórios sobre as operações. O argumento é o de que a divulgação das informações ‘sem critério e de maneira descontextualizada’ pode colocar em risco a vida dos policiais e prejudicar investigações em curso.
“A divulgação de tais dados, de maneira generalizada, subtrairia a tais operações o efeito surpresa, permitindo aos criminosos se antecipar a tais operações, e, mediante a análise de operações já realizadas, a compreender o modus operandi da polícia, colocando em risco o resultado de tais ações e a vida de policiais e de indivíduos em geral”, diz um trecho do agravo.
A ordem para o Ministério Público Federal investigar as operações deflagradas no Rio de Janeiro foi dada no final de junho. Ainda repercutia na opinião pública a incursão da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital, que matou 29 pessoas. A ação foi aberta mesmo com uma decisão do Supremo Tribunal Federal que, desde junho do ano passado, restringiu as operações policiais no Estado até o fim da crise sanitária causada pelo coronavírus. O governo fluminense nega ter violado a determinação do tribunal.
O recurso foi enviado em uma ação movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que pediu a intervenção do Supremo na elaboração de um plano de redução da letalidade e da violência policial no Rio de Janeiro. O ministro Edson Fachin, relator do processo, já criticou a política de Segurança Pública fluminense classificada por ele como ‘um estado de coisas complemente contrário à Constituição’.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



