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‘A vida tem procedência sobre o culto’: Barroso vota pela proibição de celebrações na pandemia
Placar é de 4 a 1 contra a realização das atividades; isolado, Kassio Nunes Marques foi o único a defender a liberação
O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, isolou ainda mais o novato Kassio Nunes Marques ao seguir Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Edson Fachin e votar pela proibição de celebrações religiosas presenciais no momento mais dramático da pandemia.
“Na esfera privada, as escolhas religiosas devem ser soberanas. Porém, no espaço público, devem vigorar os valores compartilhados por todos”, afirmou Barroso.
“Há consenso científico de que o lockdown é uma medida adequada para minimizar a circulação da doença”, disse ainda. “Fora o distanciamento social, a única medida capaz de enfrentar suficientemente a doença é a vacinação”.
“Me parece fora de dúvida que a vida deve ter procedência, neste caso, sobre o exercício do culto, notadamente porque estamos falando de uma restrição temporária a uma das manifestações do sentimento religioso”.
Kassio Nunes Marques foi o único a defender a liberação das cerimônias. Assim, o placar parcial é de 4 a 1 pela proibição das atividades.
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