CartaExpressa

Ex-presidentes de Associação de Procuradores condenam diálogos entre Moro e Dallagnol

‘Não comungamos com o pragmatismo punitivista de que os fins justificam os meios’, escreveram

Ex-presidentes de Associação de Procuradores condenam diálogos entre Moro e Dallagnol
Ex-presidentes de Associação de Procuradores condenam diálogos entre Moro e Dallagnol
Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP
Apoie Siga-nos no

As mensagens trocadas entre integrantes da Força-tarefa da Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro foram criticadas por quatro ex-presidentes da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Em carta divulgada na terça-feira 9, Alvaro Augusto, Wagner Gonçalves, Ela Wiecko e Antonio Carlos Bigonha afirmam que “a troca de mensagens entre os procuradores da República na ‘Operação Lava-Jato’, de Curitiba, tornadas públicas no âmbito da ‘Operação Spoofing’, sugere relacionamento informal entre procuradores e juiz incompatível com a missão constitucional do MP”.

No documento, os ex-presidentes também defendem que a divulgação das conversas deve ser mantida “para garantir que os fatos venham ao escrutínio público, que sejam identificadas as ilicitudes praticadas no exercício do ofício e seus responsáveis submetidos ao devido processo legal e ampla defesa”.

“Não comungamos com o pragmatismo punitivista de que os fins justificam os meios”, reforçam.

Ainda na terça, por quatro votos a um, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal reforçou a autorização do compartilhamento, com a defesa do ex-presidente Lula, das mensagens.

Votaram a favor da manutenção da decisão o próprio Lewandowski, relator da ação, e os ministros Kassio Nunes Marques, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Edson Fachin, vencido, se manifestou contra o uso dos diálogos por Lula e defendeu que o plenário da Corte deve analisar a validade do material.

Leia a nota dos ex-presidentes da ANPR na íntegra.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo