Sociedade
Sem provas, Bolsonaro insinua que Coronavac pode ter levado voluntário à morte
‘Não sei se já chegaram à conclusão, mas esclarece e volta a pesquisar a vacina’, disse o presidente nas redes sociais
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira 12, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que a morte de um voluntário dos testes da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, poderia ter sido causada pelo próprio imunizante.
“Pode ser o efeito colateral da vacina também. Tudo pode ser. Não sei se já chegaram à conclusão, mas esclarece e volta a pesquisar a vacina, a Coronavac, da China”, declarou o presidente, sem apresentar qualquer evidência a justificar a insinuação.
“Estão tentando investigar, porque quando uma pessoa comete suicídio geralmente tem um histórico de depressão, a mulher largou ele, o marido largou ela. Uma série de coisas: histórico familiar, perdeu o emprego, perdeu tudo. Vamos apurar a causa do suicídio e daí, obviamente, em sendo suicídio, não tem nada a ver com a vacina”, disse ainda.
‘Pode ser efeito colateral da vacina’, diz Bolsonaro sobre suicídio de voluntário da CoronaVac
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— Estado de Minas (@em_com) November 13, 2020
Mais cedo, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) concluem que a morte do voluntário teve como causa uma intoxicação aguda por agentes químicos, sem relação com a vacina.
“Os resultados apontam que a morte se deu em consequência de uma intoxicação exógena por agentes químicos. Foram constatadas a presença de opioides, sedativos e álcool no sangue da vítima”, informou a SSP-SP.
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