Justiça

CartaCapital esclarece discussão judicial com Luciana Gimenez

Continuaremos na defesa da liberdade de expressão

CartaCapital esclarece discussão judicial com Luciana Gimenez
CartaCapital esclarece discussão judicial com Luciana Gimenez
CartaCapital esclarece discussão judicial com Luciana Gimenez. Foto: Divulgação
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Sobre nota publicada hoje no UOL, de autoria do jornalista Rogério Gentile, sob o título “Justiça mantém censura a texto de revista com críticas a Luciana Gimenez”, viemos esclarecer o que segue:

Diferentemente do afirmado, o texto sob discussão judicial não foi veiculado em nenhuma edição da revista CartaCapital, mas sim no site da revista. O texto opinativo foi assinado pelo advogado e editor de justiça Brenno Tardelli, com mais de sete anos de experiência na área e sem nenhum processo anterior em sua carreira.

Ao contrário do que diz a matéria, o texto de Tardelli não se limitou a apenas explorar o apoio à reforma da Previdência pela apresentadora Luciana Gimenez em si, o que já é algo passível de inúmeras críticas e repúdio, tendo em vista os efeitos deletérios dessa reforma para toda a população. O artigo também explorou o fato de que Gimenez recebeu um valor financeiro para esse apoio, fato de público conhecimento e cujo montante integrou o patrimônio pessoal da apresentadora.

Vale dizer que a televisão é uma concessão pública e que ações publicitárias devem entrar na grade comercial da emissora, jamais no conteúdo jornalístico, como determinam os manuais de redação mais prestigiados.

É de conhecimento notório a fama internacional de Mick Jagger, um astro do rock britânico que durante toda sua carreira se posicionou contra governos considerados fascistas. Mick Jagger é responsável em parte pela educação do filho, que está sob guarda de Gimenez. O artigo de Tardelli justamente confronta os discursos feitos durante toda a carreira do músico, com a realidade em que vive o filho brasileiro.

Sendo assim, em atenção à ação movida pela apresentadora, tanto a CartaCapital, quanto Brenno Tardelli repudiam a decisão de primeira instância que, em sede de tutela de emergência, não apenas determinou a suspensão do texto, como também proibiu que ambos repercutissem o assunto novamente. Trata-se de censura prévia, jamais vista nessa revista, que se estendeu por um ano, um verdadeiro absurdo contra a imprensa livre brasileira.

Recente decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve a censura da publicação, o que ainda consideramos uma grave interferência na liberdade de imprensa e de crítica, porém concedeu vitória parcial para a CartaCapital e Brenno Tardelli a fim de permitir abordagem do fato.

Continuaremos defendendo, como estamos fazendo no processo judicial, que o contexto da matéria denota uma legítima crítica, que não viola direitos da apresentadora e, assim, não desrespeita os limites do direito fundamental à liberdade de expressão.

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