Justiça

Delegado que investiga morte de João Pedro estava na operação que causou sua morte

Allan Duarte integrou o grupo de policiais que entrou na favela no dia da morte do adolescente

Delegado que investiga morte de João Pedro estava na operação que causou sua morte
Delegado que investiga morte de João Pedro estava na operação que causou sua morte
(Foto: Reprodução/Twitter)
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O delegado da polícia civil responsável pela investigação do homicídio do adolescente João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, estava na operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, que culminou na morte do jovem.

Segundo informou o jornal Extra, Allan Duarte integrou o grupo de policiais que entrou na favela no dia 18 de maio, dentro de um veículo blindado da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

A participação de Duarte na ação foi revelada pelo também delegado Sérgio Sahione, que era o titular da Core na época da operação, em depoimento ao Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do Ministério Público do Rio. Após o depoimento, prestado no início desta semana, Sahione pediu demissão da chefia da Core. O delegado Fabrício Oliveira assumirá o cargo.

Segundo o depoimento de Sahione, Allan Duarte aproveitou a operação no Complexo do Salgueiro para fazer um “reconhecimento do terreno”. O ex-titular da Core esclareceu que Duarte não participou do planejamento da ação nem estava na casa onde o adolescente foi baleado no momento do crime. De acordo com Sahione, o titular da DH chegou à cena do crime no blindado da Core após João Pedro ser baleado.

Quando chegou à casa, ainda segundo o relato, Duarte solicitou que um helicóptero da Core o levasse junto com os policiais investigados para a sede da DHNSGI para que depoimentos fossem tomados. Sahione não afirmou se Duarte chegou a entrar na casa e examinou o local.

Em nota ao Extra, a Polícia Civil alegou que Duarte “utilizou a estrutura do blindado da Core para realizar mapeamento de locais de alta incidência de homicídios” no Salgueiro no dia da operação. A corporação afirma que, no momento do crime, o delegado estava “em outra localidade” da comunidade.

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