Política

Governo dá diretoria de fundo bilionário de educação nas mãos do centrão

Bolsonaro deu uma diretoria do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) nas mãos de um aliado do PL

Governo dá diretoria de fundo bilionário de educação nas mãos do centrão
Governo dá diretoria de fundo bilionário de educação nas mãos do centrão
(Fotos: Marcos Corrêa/PR)
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A venda de cargos aos aliados do Centrão, ato criticado por Jair Bolsonaro no passado por ser estratégia da “velha política”, já se consolida como principal forma do governo assegurar que o presidente não sofra um impeachment facilmente.

Nesta segunda-feira 18, o governo deu a um assessor do PL (Partido Liberal) a diretoria de Ações Educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Garigham Amarante Pinto é um advogado que atuou como assessor do PL na Câmara dos Deputados, e é, também, homem de confiança do presidente do partido, Valdemar da Costa Neto – julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão.

Agora, Garigham tomará conta de parte do orçamento do Fundo, que, em 2019, foi de R$ 55 bilhões.

A nomeação foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, e leva a assinatura do secretário executivo do Ministério da Educação, Antônio Paulo Vogel de Medeiros.

Essa não foi a primeira sinalização de venda de cargos para o Centrão. No dia 6 de maio, o governo nomeou Fernando Marcondes de Araujo Leão, filiado ao Avante, para a direção-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que possui um orçamento aproximado de R$ 1 bilhão.

Sabendo que não há o quórum necessário para a tramitação de um processo de impeachment na Câmara neste momento, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não tem analisado os pedidos que chegam a sua mesa.

Em uma resposta enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello, que notificou Rodrigo Maia sobre um processo que tinha a intenção de obrigá-lo a dar uma resposta rápida aos pedidos de impeachment protocolados, o parlamentar afirmou que a deposição de Bolsonaro seria uma “medida extrema” que paralisaria outras funções do Legislativo.

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