Política
Janaína Paschoal pede que Mandetta não abandone o barco “apesar do Capitão”
A deputada voltou a criticar Bolsonaro, que fez um pronunciamento chamando o coronavírus de histeria e pedindo o fim da quarentena
A deputada estadual de São Paulo, Janína Paschoal (PSL), enviou uma mensagem ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pedindo que ele não abandone o cargo por pressão. “Ministro, não importa a pressão, siga firme em seu cargo, fazendo o bom trabalho que vem desempenhando até o momento, siga tecnicamente”, disse a deputada em um post em seu Twitter na manhã desta quarta-feira 25.
Janaína, uma das principais aliadas de Bolsonaro nas eleições de 2018, vem criticando a maneira como o presidente comanda a crise causada pelo coronavírus. Na última semana, a pesselista fez um discurso dizendo que se arrependia do seu voto e pedindo para que Bolsonaro entregue o cargo. “Esse senhor tem que sair da presidência da República. Deixa o Mourão, que é treinado para defesa, conduzir a nação. Não tem mais justificativa”, afirmou.
Conselho ao Ministro Mandetta: Ministro, não importa a pressão, siga firme em seu cargo, fazendo o bom trabalho que vem desempenhando até o momento, siga tecnicamente. Deixe ao Presidente o ônus de te demitir, se não suportar sua luz. Não abandone o barco, apesar do Capitão.
— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) March 25, 2020
Na mensagem enviada ao ministro da Saúde, Janaína volta a criticar o presidente. “Deixe ao Presidente o ônus de te demitir, se não suportar sua luz. Não abandone o barco, apesar do Capitão”, ressaltou a deputada.
Nesta terça-feira 24, Bolsonaro fez um pronunciamento na TV acusando a imprensa de histeria e pedindo para que os governadores abandonem a quarentena. “O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, questionou o capitão.
A fala gerou uma enxurrada de críticas por parte de políticos e autoridades. Entre os governadores, Wilson Witzel (Rio de Janeiro), Flávio Dino (Maranhão), Renato Casagrande (Espírito Santo) e Helder Barbalho (Pará) repudiaram a desinformação de Bolsonaro.
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