Trump entrou no Irã sem um plano de saída?

O impacto da guerra na economia será suficiente para garantir a derrota de Trump nas eleições legislativas de novembro?

Na avaliação de Rafael Ioris, professor de História Latino-Americana da Universidade de Denver, Donald Trump provavelmente previa uma solução rápida para a guerra no Irã: como na Venezuela, bastaria tirar o líder da jogada e um novo governo cederia os direitos ao petróleo a empresas norte-americanas. Não foi isso o que aconteceu: mesmo com a morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã resiste aos bombardeios intensos, ataca os aliados dos EUA na região e ameaça bloquear o Estreito de Hormuz, por onde passa 20% do tráfego global de petroleiros. Segundo pesquisas, apenas 27% dos americanos aprovam o conflito. E, mesmo entre os militantes mais aguerridos do MAGA, surgem fissuras sobre a conduta do conflito.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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