Terras raras: posição do Brasil é ‘frágil’, diz Pedro Celestino

Ex-presidente do Clube de Engenharia afirma que a questão das terras raras pode se beneficiar de uma mobilização de massa ao redor do tema da soberania

O debate sobre a exploração e beneficiamento das terras raras no Brasil esbarra em um obstáculo: a Emenda Constitucional nº6/1995, promulgada durante o governo Fernando Henrique, que permite que empresas estrangeiras explorem o subsolo nacional. Para o engenheiro Pedro Celestino, ex-presidente do Clube de Engenharia e do conselho de administração da Infraero, esse é um ponto mais relevante do que a criação ou não de uma estatal para a mineração dos elementos estratégicos, a “Terrabras”. “A exploração era reservada a empresas de capital nacional desde a década de 1940”, afirma.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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