Stédile: ‘As manifestações nos lavaram a alma’

‘Espero que esses atos representem apenas um ponto de partida. Precisamos ampliar a mobilização’, afirma o integrante da coordenação nacional do MST

Levada por militantes do MST, uma bandeira brasileira de 40 metros de largura foi um dos principais símbolos do ato na Avenida Paulista neste domingo 21, contra PEC da blindagem e a anistia aos golpistas condenados. Duas semanas antes, nos festejos do 7 de Setembro, bolsonaristas haviam estendido no mesmo local uma enorme bandeira dos Estados Unidos.

“A extrema-direita nos fez esse favor”, ironiza João ­Pedro Stédile, fundador do MST, ao celebrar o resgate de um símbolo nacional. “As manifestações nos lavaram a alma. Há tempos a esquerda não ocupava as ruas com um contingente tão expressivo”. Em entrevista à repórter Mariana Serafini, Stédile fala sobre as lutas da esquerda no Congresso, as mobilizações do último fim de semana, como fica a reforma agrária na reta final do governo Lula, e as recentes parcerias do MST com entidades chinesas para a instalação de fábricas de fertilizantes.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.