Sob Bolsonaro, a tragédia Yanomami ganha claros contornos de genocídio

Equipe de CartaCapital recebe, no programa ‘Fechamento’, Sydney Possuelo, ex-presidente da Funai

Nesta edição, André Barrocal, Mariana Serafini e Rodrigo Martins entrevistam o indigenista Sydney Possuelo, ex-presidente da Funai responsável pela demarcação da Terra Indígena Yanomami há 30 anos. Bolsonaro ignorou ao menos 21 pedidos formais de ajuda ao povo Yanomami, vítima de uma crise humanitária sem precedentes. Nos últimos quatro anos, ao menos 570 crianças da etnia morreram em decorrência de desnutrição severa e doenças tratáveis, como diarreia e malária. Os rios da região estão contaminados com mercúrio e outros metais pesados. Acobertados e incentivados pelo governo anterior, cerca de 20 mil garimpeiros exploram ouro ilegalmente na região. Fortemente armados, eles são acusados de numerosos crimes contra a população indígena, de estupros a chacinas. Possuelo explica como o governo brasileiro conseguiu, em 1992, retirar todos os invasores que ocupavam a área recém-demarcada.

Além do genocídio do povo Yanomami, tema da reportagem de capa de CartaCapital, André Barrocal fala sobre o périplo internacional de Lula para constituir uma frente progressista contra o avanço da extrema direita no mundo. Mariana Serafini comenta a malfadada tática de dispersão dos usuários da Cracolândia, em São Paulo, e a ameaça representa pela “Justiça Terapêutica”, a propor a internação dos usuários flagrados cometendo delitos na região como alternativa à prisão, uma das “soluções” apresentadas pelo governador paulista Tarcísio Freitas. Por fim, Rodrigo Martins conta a história do coronel da reserva Marcelo Pimentel, que tornou-se alvo de cinco processos disciplinares por criticar a politização das Forças Armadas, embora uma lei de 1986 permita ao militar inativo “opinar livremente sobre assunto político” e de interesse público.

Cacá Melo

Cacá Melo

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