Serviços públicos e desigualdade, razões do progressismo da mulher
André Barrocal entrevista Renato Meirelles, pesquisador e presidente do Instituto Locomotiva
A eleição presidencial será daqui menos de dois meses e para tentar entender como será a campanha e as chances dos candidatos nada melhor do que mergulhar na cabeça, nos desejos e nas necessidades da população. É o que se propõe a fazer o recém lançado livro “O Brasil da Maioria”, do comunicólogo e pesquisador Renato Meirelles. Essa “maioria” pertence à classe C, grupo definido com base no critério de renda da população. Criada nos governos passados Lula, a classe C ficou estagnada desde então e agora anseia por novas promessas de um futuro mais próspero. E não quer trabalhar tanto, ou quer ter a chance de gerir o próprio tempo da maneira como achar melhor. As mulheres desse grupo estão na linha de frente no uso de serviços públicos, como educação e saúde, daí a inclinação por plataformas políticas mais à esquerda. Sem a mesma aceitação entre elas, Flavio Bolsonaro (PL-RJ) sentiu mais o baque nas pesquisas por ter brigado com a madrasta Michelle do que com a revelação de sua intimidade com Daniel Vorcaro, dono do finado banco Master. É o que diz Meirelles nesta entrevista a André Barrocal, repórter especial de CartaCapital.
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