O populismo autoritário de Bolsonaro no banco dos réus
Para Daniel Capecchi Nunes, é fundamental enfrentar a frustração com promessas não cumpridas da Constituição de 1988
O editor Leonardo Miazzo entrevista o professor Daniel Capecchi Nunes, autor do recém-lançado livro “Promessa constitucional e crise democrática: o populismo autoritário e a Constituição de 1988” (editora Lumen Juris). Em pauta, como o Brasil chegou à beira do precipício, 30 anos depois da promulgação da Constituição. Um dos fatores, defende Capecchi, é o desencanto de amplos setores da população com a frustração de promessas constitucionais de maior igualdade econômica.
Como o bolsonarismo conseguiu se aproveitar desse sentimento para chegar ao poder e colocar em xeque a democracia? De que forma as instituições resistiram às investidas? E como é possível garantir que a conspiração dos anos sob Bolsonaro não se repita?
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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