O ‘novo normal’ trumpista

Instalação da Guarda Nacional em Washington e ofensiva contra autoridades brasileiras fazem parte da mesma lógica da extrema-direita norte-americana, afirma Rafael Ioris, professor de História Latino-Americana na Universidade de Denver

Dos Estados Unidos, duas novas ofensivas de Donald Trump ganharam destaque na última semana. No front interno, o presidente norte-americano ordenou a utilização de tropas da Guarda Nacional na cidade de Washington DC, para conter uma suposta onda de violência na capital federal — Washington é, coincidentemente, governada por uma prefeita do partido Democrata. Já na política externa, o governo do bilionário continua com seus ataques às autoridades brasileiras, baixando sanções contra funcionários do Ministério da Saúde e criticando supostas “violações” de direitos humanos de opositores do governo Lula — desta vez, os ataques visam favorecer seus aliados, a família Bolsonaro. Nos dois casos, Trump e o trumpismo se utilizam de distorções e mentiras (ou “fatos alternativos”, como as fake news eram conhecidas durante seu primeiro mandato) para favorecer seus aliados e, à base de chantagens, tentar forçar sua visão de mundo. Saiba mais na análise do professor Rafael Ioris.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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