O futuro (e o possível petróleo ‘amazônico’) da Petrobras

André Barrocal entrevista o geólogo Guilherme Estrella, o ‘pai’ do pré-sal

A Petrobras acaba de completar 70 anos. Os combustíveis fósseis parecem fadados a desaparecer em algumas décadas, em razão da transição energética contra o aquecimento global, mas enquanto esse dia não chega a estatal anima-se com a possibilidade de descobrir grandes reservas de petróleo no litoral amazônico, na chamada “margem equatorial”. O Ibama negou em maio uma licença para a empresa perfurar um poço na costa do Amapá, mas em setembro liberou a exploração em um outro ponto dessa “margem”, na altura do Rio Grande do Norte. A eventual descoberta de novas e grandes reservas fará a Petrobras voltar a crescer, depois de sucessivos encolhimentos nos governos Temer e Bolsonaro. O capitão tinha planos de, caso reeleito, privatizar a empresa. Com ele, a Petrobras teve lucros recordes e distribuiu mais de 300 bilhões de reais em dividendos aos acionistas, para a alegria de estrangeiros. Quase metade do capital da empresa está nas mãos de investidores internacionais. É uma situação que gera resistência à ideia de “abrasileirar” o preço da gasolina – ou seja, de barateá-la -, mas o governo Lula tem tentado cumprir a promessa eleitoral do presidente. Sobre esses assuntos, o repórter André Barrocal entrevista AO VIVO o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras e um dos “pais” do pré-sal.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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