Musk, Moraes e os limites da liberdade de expressão

O jurista Pedro Serrano comenta a ofensiva do bilionário Elon Musk contra o Judiciário brasileiro

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou neste domingo 7 a inclusão do empresário Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), como investigado no Inquérito das Milícias Digitais, que mira grupos que atentam contra a democracia. Segundo Moraes, Musk praticou, em tese, uma “dolosa instrumentalização criminosa” da rede social. O magistrado também determinou a abertura de um inquérito contra o bilionário.

Na manhã de domingo, Musk usou postagens na rede para desafiar o ministro do Supremo. Em uma publicação, o bilionário pediu a renúncia de Alexandre de Moraes e disse ainda que iria “revelar” como as decisões do ministro “violam” as leis do Brasil. Moraes, por sua vez, afirma em seu despacho que Musk iniciou uma “uma campanha de desinformação sobre a atuação sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”.

Em novo vídeo no canal de CartaCapital no YouTube, o professor de Direito Constitucional Pedro Serrano analisa o caso e explica os limites da liberdade de expressão – tanto na lei brasileira quanto nos exemplos internacionais.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.