‘Machismo e misoginia precisam ser enfrentados na raiz’, afirma ministra das mulheres
Em entrevista à repórter Mariana Serafini, a ministra detalha ações do governo para fechar o cerco aos agressores de mulheres
No início de abril, o presidente Lula sancionou duas leis para reforçar a proteção às mulheres. Uma inclui a violência vicária na Lei Maria da Penha e prevê penas de até 40 anos para quem matar filhos, parentes ou pessoas próximas com o objetivo de causar sofrimento psicológico à companheira ou ex — proposta que ganhou força após o assassinato de duas crianças em Itumbiara (GO), cometido por um secretário municipal inconformado com a suposta traição da esposa. A outra regulamenta o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores e amplia a punição pelo descumprimento de medidas protetivas.
Em entrevista a CartaCapital, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirma que o governo realizou um diagnóstico para identificar falhas no sistema de proteção: “A Secretaria Nacional de Justiça está levantando quantas tornozeleiras serão necessárias, e já há um processo licitatório em andamento para equipar as delegacias”.
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