‘Lugar de cientista não é só na universidade’
Sergio Lirio entrevista a nova presidente da SBPC, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
Eleita em julho presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Francilene Garcia incluiu entre as metas do mandato estabelecer um diálogo mais direto com a sociedade. Primeira nordestina a comandar a SBPC, a professora da Universidade Federal de Campina Grande quer levar a ciência até ao TikTok, se preciso, e afirma: “Se quisermos ter uma indústria competitiva, as empresas precisam contratar pesquisadores”. Além de negociar no Congresso a fatia destinado ao setor no Orçamento do próximo ano, Garcia defende a necessidade de se garantir um investimento permanente, independentemente da conjuntura política. A pesquisa científica nacional, diz, é fundamental para o desenvolvimento sustentável e um vetor de esperança, particularmente para as populações vulneráveis afetadas não só pela secular desigualdade, mas pelos crescentes efeitos das mudanças climáticas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



