Johnny Hooker: além das conquistas, vivi um processo público de violência

O novo disco do cantor e compositor pernambucano nasce como resposta a ataques, perdas e tentativas de apagamento

O período de lançamento do álbum “Ørgia”, de 2022, foi um dos momentos mais difíceis da vida de Johnny Hooker: além de ainda conviver com as consequências da pandemia, que atingiu em cheio a indústria da música altamente dependente de shows, o cantor e compositor pernambucano sofreu ainda mais ataques de ódio nas redes sociais por conta de seus posicionamentos políticos. “Fizeram de tudo. Inventaram que eu tinha morrido. Liguei um dia na GloboNews e tinha repórter desmentindo a minha morte”, conta.

Seu quarto disco, “Viver e Morrer de Amor na América Latina” (2025) é, segundo o cantor, uma resposta à violência sofrida naquela época. “Eu também mereço amor, mereço ser feliz”, pontua. No álbum, Johnny resgata memórias de sua vida no Recife e em São Paulo e influências latino-americanas. Além da participação de Ney Matogrosso na faixa-título, “Viver e Morrer de Amor na América Latina” também conta com colaborações de Daniela Mercury e Lia de Itamaracá.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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