Ataque ao Irã não será o estopim da 3ª Guerra Mundial

Ataque norte-americano contra instalações nucleares deve causar um aumento do apoio popular ao governo iraniano, avalia Reginaldo Nasser

Neste sábado 21, os Estados Unidos entraram diretamente na guerra de Israel contra o Irã. O governo de Benjamin Netanyahu aproveitou que Teerã estava em negociações a respeito de seu programa nuclear e causou um “Pearl Harbor” local.

Desde sexta-feira 13, início dos ataques israelenses, o Irã consegue reagir com mísseis e drones, muitas vezes furando o Domo de Ferro de Israel. Não houve nenhum ataque significativo contra instalações militares israelenses, entretanto. Pelo contrário, o conflito tende a ser pior para a República Islâmica: o Irã está isolado diplomaticamente, sem apoio das potências regionais nem de outros estados fortes militarmente, e sua estratégia de apoiar grupos rebeldes pelo Oriente Médio, como o Hezbollah e os Houthis, não foi suficiente para dissuadir Israel.

Ao mesmo tempo, o ataque norte-americano não deve interromper completamente o programa nuclear iraniano, nem causar uma queda do governo dos aiatolás. Ao invés disso, a população deve ampliar seu apoio a Ali Khamenei. Nesse sentido, como o governo iraniano deverá ser capaz de responder? Saiba mais na análise de Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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