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Vinil e fita cassete: por que o som físico voltou a tocar?
As mídias físicas voltaram A explicação é simples: quando o mundo vai para o virtual, o objeto vira diferencial. Vinil voltou como item de coleção, presente e experiência. E a fita cassete reaparece como estética e curiosidade, com lançamentos pontuais e aparelhos novos. Nos EUA, […]
As mídias físicas voltaram A explicação é simples: quando o mundo vai para o virtual, o objeto vira diferencial. Vinil voltou como item de coleção, presente e experiência. E a fita cassete reaparece como estética e curiosidade, com lançamentos pontuais e aparelhos novos.
Nos EUA, o relatório anual da RIAA, entidade que representa as maiores gravadoras do país, indica que o vinil cresceu 7% em 2024, chegando a 1,4 bilhões de dólares de faturamento, e representou quase 3/4 das receitas de formatos físicos.
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Por que ressurgiu?
Há três motivos para o crescimento desse segmento. O primeiro é o ritual. Pegar o LP ou a fita que estavam guardados, Tirar das capas ou das caixinhas e conduzir o processo todo para a música tocar. É um movimento muito mais legal do que colocar uma música no celular e deixar rolar no modo aleatório de uma plataforma.
LPs e fitas também geram uma outra percepção: o conjunto da obra tem uma curadoria, uma sequência que deve ser respeitada. Não é um polo automático de um comando. E, por fim, você se sento dono de algo. O objeto é um conjunto manuseável. Capa, encarte, caixa tudo em locais específicos. Ouvir música se transforma em um momento exclusivo, não apenas um segundo plano para outras atividades.
Atentos à novidade e à tendência, nomes como Taylor Swift, Lady Gaga e Neil Young já lançaram álbuns em mídias variadas. No Brasil Pitty também entrou na onda, como fez Nando Reis anteriormente.
Vamos colocar aquele equipamento antigo para rodar?
Você até pode fazer isso, mas com manutenção. Agulha gasta estraga disco. Correia ressecada causa variação de velocidade. Em fita, cabeçote sujo e roletes ruins degradam o som. O “barato” pode virar caro se você não incluir revisão básica.
O que há de novo para ouvir fita e vinil
No mundo da fita, marcas voltaram a lançar equipamentos modernos com Bluetooth e bateria. A We Are Rewind, por exemplo, anunciou um boombox com deck de cassete, Bluetooth e bateria recarregável, mirando estética retrô com funções atuais.
Há também fabricantes de áudio entrando no tema como “teste de mercado”. A própria FiiO descreve o CP13 como seu primeiro cassete player, criado para medir aceitação e acumular experiência para modelos futuros.
Se você tem um toca disco antigo, um gravador cassete ou mesmo um walkman, pode tirá-lo da caixa de cacarecos. Faça uma boa manutenção. Pode ter chegado a hora de mostrar como o antigo volta a ser moderno depois de décadas.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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