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Uma cozinha é um laboratório? Esta cafeteira acha que sim

Na correria da casa, café comumente é um “botão automático”: liga a cafeteira, enche a caneca e segue o dia. Só que, para muita gente, existe um outro uso possível — mais próximo de bem-estar do que de cafeína: transformar o preparo em um ritual […]

Uma cozinha é um laboratório? Esta cafeteira acha que sim
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Na correria da casa, café comumente é um “botão automático”: liga a cafeteira, enche a caneca e segue o dia. Só que, para muita gente, existe um outro uso possível — mais próximo de bem-estar do que de cafeína: transformar o preparo em um ritual que obriga a desacelerar, prestar atenção no cheiro, no som da água e no tempo. A Kazumi virou assunto justamente por propor um preparo com cara de laboratório, mas pensado para a cozinha de casa, usando um sistema de sifão/vácuo com peças que lembram uma Erlenmeyer e um funil de filtração.

A ideia por trás do método é simples de entender e bonita de ver: você coloca água na parte de baixo, aquece, e a pressão faz a água subir para a câmara onde está o café moído. Depois de um curto tempo de infusão, ao desligar o calor, o líquido retorna para o recipiente inferior — já filtrado — e o pó fica em cima. O guia oficial da marca descreve esse passo a passo (água no frasco inferior, montagem do tubo/conector e do condensador, café no funil superior, aquecer até a água subir, esperar cerca de um minuto e então deixar o café “descer” de volta).

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No cotidiano, o benefício principal não é “milagre no sabor”, e sim controle. A Kazumi defende que seu conjunto foi desenhado para reduzir variações comuns em métodos por coador, citando um sistema de “infusão direta” e um preparo “sem bypass” (quando a água passa efetivamente pelo café, e não escapa por laterais). Outro ponto que chama atenção é a promessa de diminuir consumíveis: a marca diz que não precisa de filtro de papel/metal/tecido porque usa um filtro cerâmico G3 (fritted), reutilizável, e afirma que o material ajuda a manter um perfil “limpo” de xícara.

Para a rotina da casa, isso se traduz em três ganhos práticos. O primeiro é a consistência: ao repetir água, moagem e tempo, você percebe com clareza quando um café ficou mais forte ou mais fraco. O segundo é a experiência sensorial: diferente de cápsula, há um “intervalo” entre querer e beber — e esse intervalo pode virar pausa mental. O terceiro é menos lixo no dia a dia, já que o filtro é reutilizável (desde que a limpeza seja feita direito).

Divulgação

Conjunto de cafeteira de sifão Kazumi

Como qualquer método manual, há pontos de atenção. O site da marca diz que o conjunto é feito de vidro borosilicato, resistente a choque térmico, mas ainda assim recomenda cuidado com impactos e mudanças bruscas de temperatura. Existe um debate de entusiastas sobre filtros cerâmicos em sistemas de sifão: em fórum especializado, usuários levantam risco de entupimento dependendo da moagem e do tipo de café, sugerindo testar moagens mais grossas e ajustar receita.

Na “receita base”, a própria marca sugere algo simples: 1 a 2 colheres de sopa por xícara, ajustando ao gosto, e informa capacidade de 1 litro (até quatro xícaras), além do tempo típico de preparo. Guias independentes costumam propor um ponto de partida mais técnico (como razão 1:15 e moagem média-fina), mas isso é exatamente o tipo de ajuste que você faz com calma — uma vantagem do ritual.

A Kazumi Coffee é menos “cafeteira para acordar” e mais “cafeteira para criar um momento”. Em uma casa barulhenta, pode virar um respiro. Em uma casa pequena, pode ser um hobby compacto. E, em qualquer casa, funciona melhor quando você trata a experiência como ela é: uma ferramenta de atenção — com café como desculpa.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

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