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Temporada de chuvas e trovões: como proteger eletrônicos e o quadro de luz

Quando o céu fecha e os trovões começam, a dúvida é quase automática: “tiro tudo da tomada?”. O ToqueTec organizou um guia prático por tipo de moradia e perfil de risco, com medidas que reduzem prejuízos e ajudam a entender se o quadro de distribuição […]

Temporada de chuvas e trovões: como proteger eletrônicos e o quadro de luz
Temporada de chuvas e trovões: como proteger eletrônicos e o quadro de luz
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Quando o céu fecha e os trovões começam, a dúvida é quase automática: “tiro tudo da tomada?”. O ToqueTec organizou um guia prático por tipo de moradia e perfil de risco, com medidas que reduzem prejuízos e ajudam a entender se o quadro de distribuição da casa está pronto para enfrentar esse período com menos sustos.

Porque temporais queimam aparelhos mesmo sem raio ‘na sua rua’

Descargas atmosféricas podem causar perturbações na rede e gerar sobretensões, também chamadas de surtos, que chegam até a residência. Concessionárias apontam que o risco aumenta quando o imóvel tem aterramento inadequado ou inexistente. 

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É por isso que orientações da Defesa Civil e distribuidoras de energia repetem uma medida em todos os comunicados: durante tempestades com raios, manter aparelhos desligados e desconectados das tomadas reduz riscos de danos. 

Desconectar da tomada funciona? Sim — e não é só a tomada

Desconectar é uma das ações mais eficazes porque cria separação física da rede no momento de sobretensão. A própria Defesa Civil orienta não usar eletrodomésticos durante a tempestade, manter desligados da tomada e desconectar o televisor da antena externa. 

Na prática, vale pensar em “caminhos” que o risco segue:

  1. Energia: plugue na tomada.
  2. Sinal: cabo coaxial (antena/TV a cabo), linha telefônica aérea e cabos externos. A Defesa Civil também alerta para o uso do telefone apenas em emergência porque os raios podem alcançar a linha telefônica aérea. 
  3. Rede: cabos que conectam modem/roteador a outros equipamentos.

O que priorizar quando o tempo vira

Se for escolher por impacto financeiro e sensibilidade, a ordem costuma ser: TV e home theater, modem/roteador, computadores e monitores, videogames, equipamentos de áudio, carregadores e fontes. Depois, eletrodomésticos menores e itens que ficam em standby.

Ao desconectar, puxe pelo plugue, não pelo fio, e só faça isso calçado e com o piso seco, como recomendam orientações de concessionárias. E, claro, não adianta o piso estar seco e você com o calçado molhado.

Guia rápido por tipo de moradia

Apartamento: a estrutura do prédio pode reduzir alguns riscos, mas surtos ainda chegam pela rede e por cabos. Priorize tomadas e cabos de sinal (TV/antena) e mantenha o roteador com a proteção adequada quando possível. Nesse caso um nobreak pode ajudar. Se a TV usa antena externa coletiva o ideal é reduzir o risco desconectando o televisor do cabo de antena durante a tempestade. 

Casa térrea ou sobrado em bairro com rede aérea: costuma ser o cenário em que “o raio caiu perto” vira queima de equipamentos. Aqui, desconectar tomadas e cabos de antena/TV a cabo ganha prioridade. Se houver alagamento, a prioridade muda para segurança: desligar energia no quadro de eletricidade evita o risco de choque e de curto.

Casa em condomínio: confirme se há proteção do condomínio (aterramento e eventuais sistemas de proteção) e cuide da proteção “dentro” da sua unidade: tomadas, cabos e quadro. A rotina de desconectar continua valendo quando há tempestade com raios. 

Casa em área rural: maior exposição a rede longa e pontos isolados. A combinação “desconectar + proteção no quadro” tende a ser mais importante. Em temporais, evite manusear cabos externos e antenas.

Perfil de risco: quando a casa precisa de ‘proteção em camadas’

Alguns sinais pedem atenção extra:

  • Muitas oscilações na região em dias de chuva;
  • Tomadas antigas (dois pinos) e dúvidas sobre aterramento real;
  • Equipamentos que já queimaram antes em temporais;
  • Uso de antena externa, cabo longo e rede aérea na rua.

Nesses cenários, a orientação de concessionárias sobre aterramento inadequado como fator de vulnerabilidade vira ponto decisivo. 

Como avaliar se o quadro de luz está adequado para temporais

Sem abrir o quadro e sem mexer em nada energizado, dá para observar e planejar uma avaliação técnica com mais objetividade.

A primeira pergunta é: existe estratégia de proteção contra sobretensões na instalação? Se você não sabe do que estamos falando, chame um especialista. Em uma visita ele pode esclarecer e orientar o que sua residência precisa. A norma ABNT NBR 5410 é uma referência. Trate com ele sobre esse assunto.  

Na prática, existem ao menos três pontos que um profissional especializado deve avaliar:

  1. Aterramento funcional e bem executado: não é “ter um fio verde”, é ter um sistema de aterramento que de fato exista e esteja correto. Concessionárias alertam que ausência ou inadequação de aterramento aumenta riscos em tempestades. 
  2. DPS no quadro (Dispositivo de Proteção contra Surtos): pode ser comparado com um “escudo”. Quando existe uma sobretensão o DPS protege a instalação elétrica. Sem ele a residência  fica mais exposta. A NBR 5410 recomenda a instalação de DPS.
  3. Organização e integridade do quadro: quadros muito antigos, com sinais de aquecimento, mau contato, “remendos” e falta de identificação de circuitos merecem revisão. Em período de chuvas, o mau contato também vira gatilho de falhas.

O que pedir para um eletricista verificar (sem jargão): aterramento real, barramentos corretos, presença e especificação de DPS compatível com o imóvel, revisão de conexões, disjuntores dimensionados e separação de circuitos sensíveis quando fizer sentido.

Roteiro simples para a próxima tempestade

  • Se houver raios: desligue e desconecte da tomada os equipamentos principais e desconecte TV da antena externa quando existir. 
  • Evite manusear cabos se você estiver molhado, descalço ou se a tempestade estiver muito intensa. A recomendação dos concessionários inclui cautela ao desconectar (estar seco e puxar pelo plugue). 
  • Se houver risco de água entrar: a prioridade é segurança elétrica; desligue a energia na origem e não toque em nada energizado.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

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