ToqueTec
Swatch AI-DADA: a IA que transforma um relógio “popular” em peça única
A Swatch foi uma das marcas responsáveis por transformar o relógio em acessório de moda popular e acessível. Suas pulseiras coloridas invadiram o mundo e desencadearam o acessório. A novidade agora é outra camada de personalização: a AI-DADA, uma ferramenta online que gera artes para […]
A Swatch foi uma das marcas responsáveis por transformar o relógio em acessório de moda popular e acessível. Suas pulseiras coloridas invadiram o mundo e desencadearam o acessório. A novidade agora é outra camada de personalização: a AI-DADA, uma ferramenta online que gera artes para o relógio a partir de um texto do usuário e transforma a criação em um produto que chega na casa do consumidor.
O que é a AI-DADA e porque a Swatch está apostando nisso
A Swatch usou a estratégia de marketing. Definiu a AI-DADA como uma “inteligência artística” treinada em mais de 40 anos de designs da marca, para manter o resultado com cara de Swatch mesmo quando a ideia vem do consumidor. A referência DADA é, evidentemente, uma homenagem ao dadaísmo, movimento artístico surgido em 1916), marcado pela contestação, antiarte, contra os horrores da Primeira Guerra e a burguesia. Defendia o nonsense e a destruição da estética tradicional. Quer alguns nomes? Lembre-se de Marcel Duchamp ou Man Ray. O movimento influenciou o surrealismo.
Leia também:
A Swatch incentiva a criação do que se quer e, certamente, induz à narrativa presente no dadaísmo de transformar objetos comuns em obras de arte. A AI-DADA é uma evolução do conceito de personalização que a empresa já vinha explorando: em vez de escolher estampas prontas, você escreve um prompt (uma descrição) e a ferramenta devolve uma arte nova, feita para virar mostrador e pulseira de um modelo específico.
Como funciona
O uso é bem simples e intuitivo. E você não precisa ser um designer experiente. Basta uma ideia e transformar a imagem em palavras. Certo, aqui você precisa de um certo talento com as frases. Ou paciência para encontrar a maneira de colocar um desenho entre verbos, substantivos, pontos e vírgulas.
- o usuário faz login na conta Swatch;
- descreve o que quer ver no relógio (de minimalista a totalmente surreal);
- em poucos minutos, a AI-DADA gera propostas visuais;
- se gostar, coloca no carrinho e compras.
Há limites e regras: cada usuário tem 3 gerações por dia e os designs não são salvos automaticamente — se sair da ferramenta, pode perder o que fez.
O relógio final é tratado como peça única. Cada unidade criada com AI-DADA traz a marcação “1/1” no verso, para indicar exclusividade, e repetir exatamente o mesmo resultado é altamente improvável, mesmo com o mesmo texto, porque a geração varia.
Depois de gerar a arte, ainda dá para fazer ajustes “de produto”, como escolher detalhes. No lançamento, a AI-DADA está limitada ao modelo NEW GENT.
O produto foi apresentado na Suíça em novembro e já está disponível na Europa e Turquia. As vendas acontecem no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. Outros países da Europa já estão comercializando o produto, ainda sem data de lançamento no Brasil.
É possível que o produto chegue por aqui pelo tamanho do mercado e a penetração da marca entre os consumidores. Outro item que ajuda nessa decisão é a predisposição dos brasileiros em utilizar a inteligência artificial. Em pouco tempo a população brasileira já está entre as maiores usuárias da IA.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



