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Sono conectado: como a IA começa a redesenhar o descanso em casa
Pode ser que o quarto nem sempre seja o território mais silencioso da casa, mas, aos poucos, ele tem ganhado uma camada de tecnologia que funciona justamente para preservar esse silêncio. A combinação de sensores, automação e inteligência artificial inaugura um tipo de “sono conectado”, […]
Pode ser que o quarto nem sempre seja o território mais silencioso da casa, mas, aos poucos, ele tem ganhado uma camada de tecnologia que funciona justamente para preservar esse silêncio. A combinação de sensores, automação e inteligência artificial inaugura um tipo de “sono conectado”, no qual o ambiente aprende com o corpo e ajusta cada detalhe da noite. A ideia deixou de pertencer ao imaginário futurista e começa a aparecer em produtos reais, adotados por quem busca mais regularidade e conforto no descanso.
Nesse movimento, o grande destaque está nos chamados smart beddings, uma categoria que inclui colchões, mantas e travesseiros equipados com sensores capazes de monitorar temperatura, batimentos cardíacos, ronco e padrões de sono. A tecnologia atua de forma quase invisível: coleta dados, interpreta sinais e responde com ajustes finos ao longo da noite.
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Como funcionam os colchões inteligentes?
Entre os produtos mais conhecidos está o Pod, da Eight Sleep, referência no mercado norte-americano. O sistema combina uma capa inteligente, sensores de pressão e uma base que se comunica com algoritmos autônomos. Esses componentes trabalham juntos para regular automaticamente a temperatura do colchão — variando entre 13 °C e 43 °C — e acompanhar ritmo cardíaco, movimentos e ciclos de sono. No aplicativo, o usuário acessa relatórios detalhados sobre sua noite.

Pod 5 Core
O preço do Pod, que parte de US$ 3,1 mil (R$ 16,7 mil) no mercado dos Estados Unidos, ajuda a ilustrar como as soluções de descanso estão entrando no universo da chamada saúde digital. Embora ainda distante da maioria dos consumidores, a tecnologia aponta tendências que devem ganhar versões mais acessíveis ao longo do tempo.
Um ecossistema que conversa entre si
O colchão é só uma peça desse novo quebra-cabeça. Capas de travesseiro, mantas e cobertores inteligentes também monitoram temperatura e umidade, repassando dados para aplicativos que auxiliam na compreensão do padrão de sono. Apps como Sleep Monitor, Pillow, Sleep Cycle e Sleepzy analisam ruídos, criam gráficos diários, sugerem trilhas de relaxamento e oferecem despertadores que respeitam o ciclo mais adequado para acordar.
A medição corporal, por sua vez, se espalhou para dispositivos populares. Smartwatches e anéis inteligentes ajudam a acompanhar a frequência cardíaca, oxigenação e até o humor ao despertar, completando o retrato de como o corpo reage à noite.
A tecnologia se estende além da cama. Luzes ajustam cor e intensidade conforme a rotina, aromatizadores entram em cena nos minutos que antecedem o descanso, e caixas de som inteligentes reproduzem ruídos suaves ou sons da natureza para facilitar a transição para o sono.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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