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Robôs entram em cena na CES 2026
Na CES 2026, que acontece até o dia 9 de Janeiro em Los Angeles, os robôs domésticos deixaram de ser promessa distante para assumir o papel de protagonistas na casa conectada. Marcas como LG, SwitchBot, 1X Technologies, Ecovacs, Narwal e Robotin apresentam modelos que vão […]
Na CES 2026, que acontece até o dia 9 de Janeiro em Los Angeles, os robôs domésticos deixaram de ser promessa distante para assumir o papel de protagonistas na casa conectada. Marcas como LG, SwitchBot, 1X Technologies, Ecovacs, Narwal e Robotin apresentam modelos que vão muito além do aspirador autônomo, combinando mobilidade, visão computacional e inteligência artificial para assumir tarefas de cuidado, segurança e organização do lar.
No estande da LG, o CLOiD concentrou boa parte dos holofotes. O robô, um humanoide sobre rodas com duas mãos articuladas de cinco dedos, foi apresentado como peça‑chave da visão de “casa com zero trabalho” da empresa: ele circula pelos cômodos, monitora o ambiente, interage por voz e tela e se integra ao ecossistema ThinQ para controlar eletrodomésticos, iluminação e climatização. Em demonstrações coreografadas, o CLOiD aparece carregando e descarregando a lava louças, manipulando roupas e apoiando pequenas tarefas de cozinha, mais como um manifesto tecnológico do que um produto pronto para a prateleira, já que LG ainda não divulgou preço nem data de lançamento.
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A aposta em robôs humanoides para o lar também foi vista na 1X Technologies, com o NEO. O modelo, pensado para uso doméstico, promete automatizar atividades repetitivas como dobrar roupas, recolher objetos espalhados e organizar ambientes, apoiado em braços articulados e em um sistema de aprendizado que combina demonstrações humanas e inteligência artificial. A empresa fala em acesso antecipado e modelo de assinatura, numa tentativa de testar, na prática, quanto os consumidores estão dispostos a pagar por um robô que se aproxima mais de um assistente físico do que de um eletrodoméstico convencional.
Outro nome que aproveitou o palco de Las Vegas para se posicionar nesse novo território foi a SwitchBot. Conhecida por acessórios que automatizam interruptores e cortinas, a marca levou à feira o Onero H1, um robô com braços e câmeras que se apresenta como “o robô doméstico de IA mais acessível”. Inserido na estratégia de “Smart Home 2.0”, ele funciona como extensão física do ecossistema da empresa, capaz de executar tarefas que os atuais dispositivos fixos não alcançam, com promessa de pré‑venda on‑line, ainda sem preço confirmado.
Enquanto os humanoides chamavam atenção pela forma, fabricantes como Ecovacs, Narwal e Robotin trabalharam pela via da evolução incremental. Seus novos robôs de limpeza — como o Deebot X11 OmniCyclone, no caso da Ecovacs — incorporam navegação aprimorada por IA, reconhecimento fino de obstáculos, módulos intercambiáveis e bases de autolimpeza mais sofisticadas, aproximando o conceito de “aspirador robô” de uma plataforma integrada de cuidados com a casa. Menos espetaculares que um robô que lava louça em um palco, esses produtos, porém, têm caminho mais curto até o varejo, por aprimorar categorias já consolidadas.
Fora do ambiente doméstico, a CES 2026 também reforçou o avanço de robôs industriais e profissionais, ainda que em um registro menos acessível ao público geral. Humanoides e plataformas móveis voltadas a fábricas, armazéns, hospitais e centros de distribuição foram apresentados como soluções para tarefas pesadas, repetitivas ou perigosas, operando lado a lado com equipes humanas em contratos corporativos de longo prazo. Nesses casos, a robótica aparece mais como infraestrutura da economia do que como produto de consumo, com cronogramas de adoção que se estendem por anos e forte dependência de projetos piloto com grandes clientes.
Entre a promessa futurista e a adoção em massa, o cenário que emerge da CES 2026 é o de um mercado de robótica doméstica em transição. De um lado, humanoides como LG CLOiD, NEO e Onero H1 ajudam a fixar marcas e imaginar novas rotinas, ainda que presos a roadmaps sem datas claras. De outro, robôs de limpeza e automação mais “pé no chão” continuam a ganhar funções e autonomia, pavimentando, em silêncio, o caminho para o dia em que um robô que organiza a casa deixará de ser atração de feira para se tornar mais um item do orçamento doméstico.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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