ToqueTec
Racco: o elétrico que a BYD criou para entrar no coração do mercado japonês
A BYD decidiu atacar um dos territórios mais simbólicos (e difíceis) da indústria automotiva: o segmento kei car japonês, aquele de carros ultracompactos. A estratégia desembocou no BYD Racco, um elétrico urbano que foi desenhado para entrar no segmento e disputar espaço com modelos locais. […]
A BYD decidiu atacar um dos territórios mais simbólicos (e difíceis) da indústria automotiva: o segmento kei car japonês, aquele de carros ultracompactos. A estratégia desembocou no BYD Racco, um elétrico urbano que foi desenhado para entrar no segmento e disputar espaço com modelos locais.
O motivo para a empresa entrar nesse mercado é estratégico: no Japão, kei cars representam uma parcela relevante das vendas e são a porta de entrada para quem compra carro novo para uso urbano. O país também tem um portfólio de marcas importantes e globais. Ao criar um modelo dedicado a esse padrão, a BYD tenta entrar em um segmento de volume, com alto apelo para quem mora em cidades densas, precisa de um carro compacto e quer custo total previsível. Se emplacar no mercado japonês o Racco terá mais força para buscar mais mercados na Europa e nas Américas, sendo uma nova aposta global da empresa.
Leia também:
A busca de mercados globais deverá sempre focar em locais densamente povoados e com trânsito complicado. Ele aparece como um veículo racionalmente viável e sem ostentação, agradando principalmente segmentos da juventude.
Características técnicas e proposta de uso
O Racco é, por definição, um elétrico para cidade: compacto, alto e com desenho voltado para praticidade. As dimensões colocam o carro no limite típico do segmento: 3.395 mm de comprimento, 1.475 mm de largura e 1.800 mm de altura, com quatro lugares. A micro van tem cinco portas, com soluções pensadas para ruas e garagens apertadas. Tem portas deslizantes e interior focado em praticidade, típico de carros urbanos japoneses.
Na motorização, a BYD adotou um conjunto simples e adequado ao uso urbano: motor e dianteiro, com tração também dianteira de 20 kW (27 cv). A bateria segue o “DNA BYD”: LFP (lítio-ferro-fosfato), fornecida pela FinDreams, subsidiária do grupo. A autonomia para a versão base é de cerca de 180 km no ciclo WLTC, o ciclo japonês padrão. A opção mais robusta maior tem 30 kWh, com alcance projetado ao redor de 300 km.
No carregamento, o modelo é descrito com capacidade de DC rápido de até 100 kW, um número alto para um carro tão pequeno. Esse é um ponto importante para uso urbano, onde “cargas curtas” podem ser suficientes para manter a rotina.
O preço ainda varia conforme a fonte e mercado, mas a expectativa gira em torno de 80 mil reais, preço considerado extremamente competitivo para o mercado local. Com o design caixa, algo entre o vintage e os desenhos animados, o carrinho tem chance de agradar pela funcionalidade e também pela diferenciação, especialmente para os jovens que buscam diferenciação na pasteurização de SUVs
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
