ToqueTec
Por que a CES 2026 vira o termômetro da tecnologia que chega à sua casa?
De tempos em tempos, a tecnologia “some” do nosso campo de visão. Não porque desaparece, mas porque vira parte do fluxo: a rede para de cair, a TV ajusta imagem sozinha, a câmera envia um alerta que faz sentido, o eletrodoméstico reduz atrito em tarefas […]
De tempos em tempos, a tecnologia “some” do nosso campo de visão. Não porque desaparece, mas porque vira parte do fluxo: a rede para de cair, a TV ajusta imagem sozinha, a câmera envia um alerta que faz sentido, o eletrodoméstico reduz atrito em tarefas que ninguém quer fazer. É esse tipo de mudança silenciosa que costuma nascer na CES (Consumer Electronics Show), marcada para 06–09/01/2026, em Las Vegas.
Para o ToqueTec, a CES interessa menos como vitrine de gadgets e mais como um mapa: o que aparece em protótipo e demonstração tende a chegar, alguns meses depois, em recursos práticos para conforto, segurança e rotina — do Wi-Fi mais estável ao aparelho que “pensa” junto com você.
Leia também:
Quando a feira dita o ritmo do lar conectado A CES abre o calendário do setor porque concentra anúncios, acordos e narrativas em um único palco. Na prática, isso acelera a padronização de funções que antes eram “premium” e viram requisito básico. O impacto dentro de casa aparece em três frentes fáceis de reconhecer: mais conectividade útil, mais automação discreta e mais IA aplicada ao cotidiano — não como promessa, mas como ajuste fino do que você já usa.
CTA: quem organiza a CES (e por que isso pesa)
A feira é produzida pela Consumer Technology Association (CTA), entidade que representa a indústria de tecnologia de consumo nos EUA e que tem raízes históricas que remontam a 1924, além de um reposicionamento de marca quando a antiga Consumer Electronics Association passou a adotar o nome CTA.
Esse detalhe importa porque ajuda a explicar por que a CES costuma funcionar como bússola: ela junta indústria, varejo, imprensa, padrões técnicos e “grandes temas” do setor. Quando esse ecossistema aponta para um mesmo rumo, o caminho até o produto chegar ao consumidor tende a ficar mais curto.
O que 2025 deixou de recado para 2026
A edição de 2025 reforçou um eixo central: IA em tudo, com reflexo direto na casa. Um exemplo citado foi o conceito de “Vision AI” da Samsung para TVs, sugerindo telas mais contextuais, integradas à rotina e com IA como camada de personalização do entretenimento.
Quando uma TV passa a “entender” ambiente, conteúdo e preferências, ela deixa de ser só tela e vira peça de um sistema: som, iluminação, dispositivos móveis e até automações domésticas podem orbitar essa central de uso diário.
O que observar na CES 2026 sem cair em hype
A promessa para 2026 é menos sobre um dispositivo isolado e mais sobre integração real: menos aparelhos “sozinhos” e mais ecossistemas que conversam, com lógica multitela e automações cada vez mais invisíveis.
Quatro sinais ajudam a acompanhar a feira com foco no lar:
- IA on-device, rodando mais no aparelho e menos na nuvem, por privacidade e resposta rápida;
- Segurança “por padrão”, com câmeras, sensores, fechaduras e alertas integrados;
- Energia como prioridade, com gestão de consumo e eficiência como parte do pacote;
- Telas e áudio mais imersivos, com IA ajustando imagem e som para ambientes diferentes.
A CES funciona como um grande teste coletivo. Em 2026, a pergunta que separa tendência de barulho continua simples: isso reduz atrito na rotina doméstica, melhora conforto e economiza tempo — sem complicar a vida?
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

