ToqueTec

Outono começou: como tirar roupas do fundo do armário sem piorar alergias?

O outono começou. É a época em que parte do Brasil passa a ter noites mais amenas, o que leva muita gente a tirar do armário roupas mais pesadas, mantas, colchas e edredons que ficaram semanas ou meses sem uso. E é justamente nesse reencontro […]

Apoie Siga-nos no

O outono começou. É a época em que parte do Brasil passa a ter noites mais amenas, o que leva muita gente a tirar do armário roupas mais pesadas, mantas, colchas e edredons que ficaram semanas ou meses sem uso. E é justamente nesse reencontro com o guarda-roupa que surgem os incômodos. Espirros, coceira no nariz, irritação nos olhos e piora de crises respiratórias. ToqueTec preparou um guia prático para entender como a tecnologia pode ajudar a reduzir ácaros, mofo e alérgenos dentro de casa.

O problema não está apenas na roupa “velha” ou no tempo em que ela ficou parada. Ácaros se acumulam em tecidos, especialmente em peças volumosas, roupas de cama, colchões, tapetes e estofados. Já o mofo cresce onde há umidade, pouca ventilação e secagem incompleta. Em outras palavras: armário abafado, peça guardada sem estar totalmente seca e quarto mal ventilado formam a combinação clássica para desconforto respiratório no começo da estação.

Leia também:

Lavar antes de usar é uma boa ideia?

Na maior parte dos casos, sim. Lavar roupas pessoais que ficaram guardadas por muito tempo ajuda a remover poeira, partículas acumuladas e parte dos alérgenos aderidos ao tecido. Isso vale ainda mais para casacos, pijamas de frio e peças que ficam muito próximas do rosto e do pescoço. O cuidado é ainda mais importante para pessoas com alergias e problemas respiratórios.

Com roupas de cama, o alerta é maior. Lençóis, fronhas, cobertores e outras peças acumulam suor e descamação de pele. Junte nesse ambiente poeira e ácaros. A recomendação básica é de que ao menos semanalmente as roupas de cama sejam lavadas. Já com as que estavam guardadas, uma recomendação é usar água quente. A recomendação é que a temperatura seja de, pelo menos, 55º C. Algumas instituições americanas recomendam uma temperatura ainda maior, de 60º C.

Secadora ajuda de verdade?

Ajuda, mas com uma observação importante. O calor da secadora pode matar ácaros quando a peça fica ao menos 15 minutos em temperatura superior a 55 °C. Isso é útil para roupas de cama e itens mais pesados. Só que matar o ácaro não é o mesmo que remover o alérgeno. Por isso, o ideal é combinar os dois passos: lavar e depois secar bem. A secadora também ajuda porque você evitará guardar tecido ainda úmido, uma das portas de entrada para o mofo e mau cheiro.

Para casas com pouco sol ou apartamentos onde a roupa seca em ambientes pouco arejados, a secadora é mais importante. Ela reduz a umidade residual no tecido e diminui o risco de transformar o ambiente em um microclima favorável para fungos.

Passar roupa resolve?

Passar roupa pode ajudar em peças leves e em regiões do tecido que recebem calor direto, mas não deve ser tratado como solução contra ácaros e mofo. O ferro não alcança de forma uniforme o interior de cobertores, edredons, mantas e peças mais espessas. Além disso, se a roupa foi guardada úmida ou está com sinais de fungo, o calor sozinho não corrige a origem do problema. Lavar, secar por completo e rever as condições do armário é mais eficaz do que apenas passar. Essa é uma inferência prática baseada nas recomendações de controle de ácaros por lavagem, secagem e controle de umidade.

Que tecnologias domésticas ajudam mais

A primeira delas nem sempre chama atenção: o higrômetro, aparelho simples que mede a umidade do ar. A AcuRite fabrica esse equipamento que, além da umidade do ar mede temperatura ambiente e pode ser encontrado na Amazon. A recomendação é manter a umidade interna entre 30% e 50%, faixa que dificulta a proliferação de mofo e reduz condições favoráveis para ácaros. Se a casa vive acima disso, entra em cena o desumidificador. Em regiões úmidas, ele pode ser mais útil para alergias do que um perfume de armário ou qualquer solução improvisada.

Outra frente é a limpeza com aspiração eficiente. Aspiradores com filtro HEPA ou sistemas equivalentes ajudam a reter partículas finas em vez de apenas redistribuir poeira no ambiente.  Nesse caso vale observar a linha WAP que tem modelos com diversos usos e preços. Um deles é o WAP Aspirador de Pó Vertical SILENT SPEED MAX 3 em 1, com filtro HEPA e indicado para combater os ácaros. O modelo é compacto e tem um bom preço, ao redor de 180 reais. Mas a WAP tem diversos modelos com diversas adequações, inclusive uma linha profissional. Todos os produtos também estão disponíveis na Amazon. A linha é eficiente para colchão, sofá, cabeceira estofada, cortinas mais pesadas e o piso do quarto. 

Outras alternativas que funcionam

Ventilar bem o quarto, afastar móveis da parede, não guardar peças sem secagem completa, revisar sinais de infiltração e evitar excesso de tecido acumulado no dormitório fazem diferença real. Cortinas muito pesadas, tapetes felpudos e pilhas de cobertores aumentam a superfície onde poeira e ácaros se instalam. Em pessoas muito sensíveis, até a organização do armário conta: menos volume, mais circulação de ar e peças guardadas limpas e secas tendem a gerar menos crises.

O começo do outono não exige paranoia, mas pede rotina. Lavar o que ficou muito tempo guardado, dar atenção especial às roupas de cama, usar secadora quando ela ajuda a completar a secagem e controlar a umidade do ambiente costuma ser mais eficaz do que apostar só em produtos perfumados ou soluções rápidas. Em casa, o conforto do frio bom começa antes da manta: começa no ar que você respira. 

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo