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Óculos com IA: muito mais do que simples diversão

Há um tipo de dificuldade visual que pesa mais no cotidiano do que nas grandes situações: o detalhe pequeno que vira obstáculo. Ler o rótulo do remédio, identificar um produto no supermercado ou conferir o valor na maquininha. Para muita gente com baixa visão — […]

Óculos com IA: muito mais do que simples diversão
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Há um tipo de dificuldade visual que pesa mais no cotidiano do que nas grandes situações: o detalhe pequeno que vira obstáculo. Ler o rótulo do remédio, identificar um produto no supermercado ou conferir o valor na maquininha. Para muita gente com baixa visão — e para pessoas cegas — “enxergar o suficiente” não significa autonomia em dezenas de tarefas cotidianas. É aqui que os óculos inteligentes (assistivos) têm mudado a rotina: eles transformam informação visual em áudio, na hora, com as mãos livres.

A primeira ajuda é a mais direta: ler texto em voz alta. Óculos como o Envision Glasses são apresentados como dispositivos que “falam” textos e informações do ambiente, com OCR capaz de ler impresso, digital e até escrita à mão, além de operar em dezenas de idiomas. Isso ajuda a “ouvir” uma receita no celular sem aproximar o rosto, conferir a validade de um alimento, identificar a placa de uma sala, ou acompanhar um documento no trabalho com menos dependência de outra pessoa.

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Dando nome às coisas

A segunda ajuda é “dar nome às coisas”. Soluções como o OrCam MyEye se posicionam como dispositivos vestíveis que podem ler texto de livros e telas, reconhecer rostos, e identificar produtos — descrevendo tudo por áudio. Isso muda situações bem concretas: diferenciar duas embalagens parecidas, escolher a roupa certa pela cor, localizar um item específico (“o arroz integral”, “o detergente neutro”), ou reconhecer alguém chegando perto para iniciar uma conversa com mais segurança.

A terceira frente é apoio contextual: “o que tem à minha frente?”. Parte da pesquisa acadêmica sobre “smart vision glasses” descreve funções como “coisas ao redor”, leitura, assistência de caminhada e reconhecimento facial, conectadas a um app no smartphone. Mesmo quando a navegação não substitui bengala, cão-guia ou treinamento de orientação e mobilidade, ela pode reduzir a ansiedade em trajetos curtos: localizar uma porta, entender se há uma fila, ou identificar obstáculos grandes em ambientes internos.

Nos últimos meses, uma novidade importante é ver óculos populares incorporando recursos de acessibilidade. A Meta anunciou melhorias nos Ray-Ban Meta para pessoas cegas e com baixa visão, incluindo descrições mais detalhadas do que a câmera “vê” (ativadas nas configurações de acessibilidade) é um recurso de “Call a Volunteer” ligado ao Be My Eyes, para pedir ajuda humana ao vivo usando a câmera dos óculos. Na prática, isso é útil para coisas como ler um rótulo específico, escolher um produto no mercado ou confirmar uma informação na rua com mais tranquilidade e assertividade para pedir ajuda a quem está por perto.

Divulgação

O óculos OrCam MyEye

Vale a pena testar?

Os óculos com IA merecem ser testados e avaliados por quem precisa. Não são apenas produtos para curiosidade e, nesses casos específicos, podem servir para facilitar uma série de atividades. Outro ponto é que facilitam a integração, fazendo com que jovens, por exemplo, tenham acesso aos mesmos conteúdos que seus amigos estão acessando, sem a necessidade de esperar por edições especiais.

No balanço do cotidiano, os óculos inteligentes ajudam quando fazem três coisas fundamentais: ler, identificar e descrever, tudo com rapidez e sem atrapalhar a vida. Para quem tem baixa visão, isso pode significar menos esforço visual e menos fadiga. Para quem é cego, pode significar mais autonomia em tarefas que dependiam de terceiros. E, para todo mundo, a melhor regra ainda é simples: escolher a tecnologia que reduz desgastes sem criar preocupações.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

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