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Google leva IA aos semáforos de São Paulo: como o Green Light pode reduzir trânsito, poluição e tempo perdido no volante
Projeto do Google usa inteligência artificial para sugerir ajustes nos semáforos da capital paulista em parceria com CET e Prodam
O Google confirmou a chegada do Projeto Green Light à cidade de São Paulo, em parceria com a Prodam e com apoio técnico da CET, para analisar o comportamento do trânsito e recomendar ajustes nos tempos semafóricos. A capital paulista se torna a quarta cidade brasileira a receber a iniciativa, depois de Rio de Janeiro, Campinas e São Caetano do Sul. A cidade de São Paulo tem a maior frota do país. São cerca de 9,9 milhões de veículos registrados, sem contar os veículos de cidades vizinhas. Com uma malha de cerca de 19 mil quilômetros, se todos os veículos estivessem em trânsito, a média seria de mais de 500 veículos por quilômetro, um volume impossível de ser realizado.
Lançado globalmente em 2023, o Green Light usa inteligência artificial e dados agregados de mobilidade para mapear cruzamentos com excesso de freadas, arrancadas e interrupções desnecessárias no fluxo. O objetivo central é tornar o trânsito mais contínuo, com menos paradas e menos tempo desperdiçado em sinais mal sincronizados. Em São Caetano, por exemplo, a tecnologia foi usada em 18 cruzamentos, com relatos de redução de até 30% nas paradas e queda superior a 10% nas emissões em pontos otimizados. Esses números ajudam a explicar por que São Paulo, cidade de escala muito maior, virou alvo natural da expansão do projeto.
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Como o sistema funciona
Green Light não assume o comando da rede semafórica da cidade. O sistema analisa padrões de circulação e sugere mudanças na temporização dos sinais, que depois são avaliadas e implementadas pelas equipes públicas responsáveis pela operação do trânsito.
A IA procura cruzamentos onde o motorista anda poucos metros, freia de novo e enfrenta uma sequência de sinais vermelhos fora de sintonia. A partir disso, propõe ajustes para formar ondas verdes mais eficientes e reduzir o ciclo “para, anda, para” que domina a mobilidade urbana em corredores saturados.
Como semáforos sem integração pioram o tráfego
Quando os semáforos não conversam entre si, o motorista enfrenta uma lógica fragmentada: abre um sinal, avança alguns metros e encontra outro fechado logo adiante. Isso transforma corredores inteiros em uma sequência de micro engarrafamentos, sem fluxo contínuo.
Esse descompasso atrapalha não apenas carros, mas também motos, ônibus, caminhões, vans e serviços urbanos que dependem da previsibilidade do sistema viário. Ônibus perdem regularidade, entregas ficam mais lentas, motos se expõem mais em arrancadas frequentes e caminhões ampliam o efeito gargalo em cruzamentos congestionados.
Impacto na poluição e no consumo
Semáforos mal sincronizados não só pioram a experiência de deslocamento como também aumentam a poluição. Quanto mais o veículo freia, volta a arrancar e permanece em marcha lenta, maior o consumo de combustível e maiores as emissões de CO₂ e outros poluentes locais.
Esse efeito é especialmente grave em São Paulo, onde o volume de veículos é enorme e o trânsito lento multiplica o tempo com motor ligado sem avanço real. Em vez de rodar em velocidade estável, milhares de veículos passam boa parte do dia emitindo mais por quilômetro justamente por causa da descontinuidade do fluxo.
Como o sistema pode melhorar a vida das pessoas
O principal ganho do Green Light não é acabar com o trânsito, mas reduzir parte da ineficiência que torna a rotina urbana mais cansativa, mais cara e mais poluente. Menos paradas significam viagens um pouco mais previsíveis, menos estresse ao volante, menor gasto de combustível e deslocamentos mais suaves para motoristas e passageiros.
Para quem usa ônibus ou vive em regiões atravessadas por grandes corredores, a melhora na coordenação dos sinais também pode ajudar a reduzir atrasos e dar mais regularidade ao transporte coletivo de superfície. Para a cidade como um todo, a promessa é simples, mas poderosa: fazer a infraestrutura que já existe funcionar melhor antes mesmo de falar em novas obras, com apoio de dados e inteligência artificial.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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