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E se você tivesse um HD externo para lembrar de tudo? Ele já existe
O Pebble Index 01 é um anel focado em fazer anotações
No passado as pessoas amarravam um barbante no dedo para não esquecerem uma informação ou uma tarefa. Outras trocavam um anel de dedo. Mas isso era para coisas inesquecíveis. Hoje, com tantas distrações e excesso de informação, temos a sensação de que vivemos com o “hd lotado”. Você entra na cozinha para “só pegar um copo d’água” e, no meio do caminho, lembra que precisa comprar pó de café, marcar o retorno do médico, pagar o condomínio e responder a mensagem do síndico.
Em casa, a cabeça vira central de alertas — e as melhores ideias (ou as mais urgentes) costumam aparecer com as mãos ocupadas: lavando louça, carregando sacolas, dirigindo, dando banho na criança. O problema não é falta de disciplina; é excesso de micro tarefas disputando espaço. Na vida profissional acontece a mesma coisa. Uma ideia brilhante desaparece em um lapso de tempo. A solução para um problema no escritório se torna uma lembrança perdida. E se você for jornalista ou publicitário, aquele título fenomenal já era.
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Um dedo de memória
É nessa dor cotidiana, capturar um pensamento antes que ele suma, que a Pebble, empresa do lendário e agitado Eric Migicovsky, criador dos primeiros smartwatch resolveu investir agora. O Pebble Index 01 é um anel focado em fazer anotações. Diferente dos anéis inteligentes focados em saúde, ele tem uma única utilidade: registrar notas de voz curtas de um jeito mais rápido do que desbloquear o celular. A proposta é funcionar como uma “memória externa para o cérebro”, acionada por um botão e um microfone embutido.
O uso é direto: você pressiona e segura o botão, fala o lembrete (“comprar pilhas AAA”, “trocar a senha do Wi-Fi”, “agendar revisão do carro”), e pronto. O anel guarda um pouco de áudio localmente e depois envia as gravações por Bluetooth para o app no iOS e Android, onde a fala pode ser transcrita e organizada como notas e tarefas. Parte do apelo está justamente em reduzir atrito: é a diferença entre lembrar de fazer e efetivamente registrar.

Pebble Index 01
IA para usar – de verdade
A camada de IA entra menos como “assistente que decide por você” e mais como ferramenta para transformar voz em texto e ação. Outro ponto importante é a privacidade. A empresa afirma afirma que o Index 01 não grava nada sem o botão ser pressionado, não precisa de conexão constante com internet e não envolve assinatura. Para quem vive em casa com família, visitas e ambientes compartilhados, esse detalhe muda o conforto de uso: não é um dispositivo “sempre ouvindo”; é um dispositivo “sempre pronto”.
Outra escolha interessante é a de energia: em vez de recarga diária, o Index 01 usa uma bateria substituível de óxido de prata (tipo as de aparelhos auditivos) e, segundo a própria Pebble, a duração pode chegar a anos de uso médio. Na prática, isso resolve a rotina de quem já está cansado de mais um gadget pedindo tomada.
Nos detalhes, ele é minimalista: cerca de 4,7 g (no tamanho 10), 2,95 mm de espessura, resistência à água de até 1 metro (para “vida real”, como lavar as mãos e pegar chuva), e variações de acabamento (prata, dourado polido e preto fosco) em tamanhos 6 a 13. A Pebble ainda vai começar a distribuição dos produtos. Fala em início de envios em março de 2026, com preço de 75 dólares em pré-venda e 99 dólares depois.
Mas ele ajuda?
O que isso muda no lar, na prática? Se você já usa lista de compras, lembretes e timers para cozinhar, o Index 01 vira um “atalho” corporal: você registra no instante em que lembra — e evita o efeito dominó do esquecimento que acaba virando estresse. Ao mesmo tempo, há limites claros: ele não é um anel de métricas de saúde, e ainda depende do ecossistema do app para organizar transcrições e integrações. Reviews destacam justamente esse posicionamento “sem firulas”: não tenta ser tudo, tenta ser útil.
No fim, o Index 01 é um bom retrato de uma tendência mais pé no chão da IA no cotidiano: menos “futuro distante”, mais pequenos produtos com preços competitivos para ajudar no dia a dia. A Pebble aposta que, quando a tecnologia some e vira gesto, ela finalmente começa a ajudar.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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