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Como o celular pode virar um aliado silencioso da sua segurança diária
Na última semana um auditor fiscal foi sequestrado nos Jardins, em São Paulo. Foi localizado por uma distração dos sequestradores e por uma iniciativa muito simples. Ele e o companheiro haviam combinado uma palavra-chave de segurança. Isso bastou para que ele fosse solto e os […]
Na última semana um auditor fiscal foi sequestrado nos Jardins, em São Paulo. Foi localizado por uma distração dos sequestradores e por uma iniciativa muito simples. Ele e o companheiro haviam combinado uma palavra-chave de segurança. Isso bastou para que ele fosse solto e os sequestradores presos. O celular sérvio de contato. Mas existem outros recursos simples que podem ser usados no dia a dia. ToqueTec, dicas simples para entender o que o smartphone já faz e como adaptar esses recursos ao dia a dia, sem pânico, mas com mais atenção.
Palavra-chave continua sendo uma tecnologia poderosa
Antes de falar em aplicativos, vale reforçar o básico. A combinação de uma palavra ou frase que indique perigo sem chamar atenção é, em si, um recurso de segurança. Ela pode ser usada em ligações ou mensagens aparentemente comuns para avisar parceiros, amigos ou familiares de que algo não está bem. A lógica é sempre preventiva: combinar antes qual termo será usado, com quem e o que deve ser feito quando essa palavra surgir em uma conversa que, em tese, não teria motivo para isso. O celular entra como canal, mas o protocolo é humano.
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SOS do celular: o que ativar agora
Tanto Android quanto iOS têm dois conjuntos de recursos de segurança embutidos: o SOS de emergência (ativado por botões) e o envio automático de localização em chamadas para serviços de socorro. A forma de usar varia um pouco em cada sistema.
SOS de emergência no Android
Em aparelhos Android mais recentes, o SOS costuma ser acionado apertando rapidamente o botão de ligar/desligar algumas vezes (3 ou 5, depende do fabricante). Ao ser ativado, o celular:
- Envia SMS para contatos de emergência com a sua localização.
- Pode anexar fotos das câmeras e um áudio curto, se essas opções forem ativadas nas configurações.
- Em alguns modelos, também faz uma ligação automática para o número de emergência.
Como configurar (passo genérico, pode mudar por marca):
- Abra Configurações.
- Procure por “Segurança e emergência”, “Recursos avançados” ou “SOS de emergência”.
- Ative a opção de enviar mensagens SOS, defina quantos toques no botão lateral vão acionar o recurso e escolha os contatos que receberão os alertas.
Marcas como Samsung, Motorola, Xiaomi e outras usam nomes ligeiramente diferentes, mas a lógica é a mesma.
SOS de Emergência no iPhone (iOS)
No iPhone, o SOS pode ser acionado de duas formas principais:
- Mantendo pressionado o botão lateral junto com um dos botões de volume até aparecer a tela de emergência, e então arrastando o controle “Chamada de emergência”.
- Ou pressionando rapidamente o botão lateral cinco vezes, se a opção estiver ativada.
Quando o SOS é acionado:
- O aparelho liga para o serviço de emergência local (como 190, 192, 193, dependendo do país).
- Depois da chamada, envia SMS para os contatos de emergência cadastrados com sua localização atual e atualizações se você se mover.
Para configurar:
- Abra Ajustes > SOS de Emergência.
- Ative “Ligar segurando botão lateral” e/ou “Ligar com 5 toques”.
- Em seguida, abra o app Saúde, vá em seu ID Médico e adicione contatos de emergência, que receberão a mensagem com localização.
Localização automática em chamadas de emergência (AML)
Além do SOS por botão, Brasil e outros países estão adotando o AML (Advanced Mobile Location):
- Ao ligar para números como 190, 192 ou 193, celulares Android e iOS enviam automaticamente a localização precisa do aparelho para o centro de atendimento, usando GPS, Wi-Fi e antenas de celular.
- O recurso é integrado ao sistema, não exige app extra nem ação do usuário e pode funcionar até via SMS em áreas com sinal limitado.
Essas funções costumam ficar “escondidas” nos menus de segurança e privacidade. Reservar um tempo para ativá-las, testar com alguém de confiança e explicar como funcionam é uma forma simples de transformar o smartphone em aliado sem instalar nada novo.
Localização em tempo real: mensageiros e mapas
Em aplicativos como WhatsApp, o recurso de “localização em tempo real” permite que um contato veja, por um período determinado, onde a pessoa está e como se move no mapa. Isso pode ser útil em trajetos noturnos, deslocamentos em áreas desconhecidas ou em situações em que a pessoa sente que há algum risco.
No Google Maps, a função “Compartilhar local” cumpre papel parecido, oferecendo um painel em que amigos e familiares acompanham o trajeto, estimativa de chegada e até nível de bateria do celular em alguns casos. A regra aqui é sempre combinar: com quem compartilhar, por quanto tempo e em que tipo de situação esses links serão usados, para que não se tornem apenas mais um recurso esquecido.
Waze e navegação como camada extra de proteção
Aplicativos de navegação, como o Waze, também possuem alternativas de acompanhar o deslocamento em tempo real. O usuário pode gerar um link de “compartilhar percurso” que mostra, em tempo real, sua posição, rota calculada e previsão de chegada. Originalmente pensado para informar quem está esperando em casa ou no trabalho, o recurso pode ser adaptado como forma de segurança: se o trajeto muda repentinamente para uma área que não fazia parte do plano, isso já acende um alerta em quem está acompanhando.
O mesmo raciocínio vale para outros navegadores. O importante é entender que, em muitos casos, o que foi criado para conforto e conveniência pode ganhar uma função de proteção — desde que usado com responsabilidade e com consentimento de quem tem a localização monitorada.
Segurança é hábito
Muitas vezes hábitos determinam resultados efetivos em termos de segurança. Assim como hoje praticamente todos os motoristas têm o hábito de usar os aplicativos de trânsito e praticamente todos usam o PIX com frequência, é preciso incorporar rotinas. Só assim ativamos as possibilidades de criar camadas de proteção já disponíveis. O importante é lembrar que ninguém espera que nada de ruim aconteça. Mas todos nós sabemos que coisas ruins acontecem. Mas tudo pode ser minimizado.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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