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Casa inteligente ou casa conectada? Eletrolar Show aposta em nova visão para o futuro do morar
Casa All Connected é um dos destaques da feira em São Paulo e mostra como inteligência artificial, automação e design estão transformando a relação das pessoas com os ambientes domésticos
A casa inteligente já faz parte do vocabulário do mercado de tecnologia. Fechaduras acionadas pelo celular, lâmpadas controladas por voz e eletrodomésticos conectados à internet deixaram de ser conceitos futuristas para se tornar produtos presentes em um número crescente de residências. Mas, para especialistas e fabricantes reunidos na Eletrolar Show 2026, uma nova etapa dessa evolução começa a ganhar forma. O conceito que ganha espaço agora é o da casa conectada. Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, eles representam abordagens diferentes. Enquanto a casa inteligente costuma estar associada à automação de dispositivos específicos, a casa conectada propõe uma integração mais ampla entre equipamentos, ambientes, dados e hábitos dos moradores.
A discussão ocupa lugar de destaque na Eletrolar Show All Connected 2026, realizada nesta semana no Distrito Anhembi, em São Paulo. Em uma edição marcada por inteligência artificial, robótica e automação, a organização criou a Casa All Connected, ambiente que busca demonstrar como diferentes tecnologias podem atuar de forma integrada para transformar a experiência doméstica. Mais do que apresentar produtos isolados, o espaço procura responder a uma pergunta que vem ganhando relevância no setor: afinal, como será a relação das pessoas com suas casas nos próximos anos? A resposta envolve não apenas tecnologia, mas também design, comportamento, conforto e bem-estar.
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Quando uma casa deixa de ser apenas inteligente
A primeira geração das chamadas casas inteligentes foi marcada pela popularização de dispositivos conectados. Câmeras, sensores, tomadas, fechaduras e assistentes virtuais passaram a oferecer maior controle sobre funções domésticas que antes dependiam exclusivamente da ação humana. O avanço desses equipamentos trouxe mais praticidade para diversas atividades do dia a dia. Acender luzes à distância, monitorar ambientes pelo celular ou programar rotinas automatizadas tornou-se algo relativamente comum para consumidores interessados em tecnologia. Ainda assim, boa parte dessas soluções funcionava de forma independente.
É justamente nesse ponto que surge a diferença em relação ao conceito de casa conectada. Em vez de simplesmente reunir dispositivos inteligentes em um mesmo ambiente, a proposta é criar uma estrutura na qual diferentes sistemas compartilham informações e atuam de forma coordenada. O foco deixa de estar no equipamento individual e passa para a experiência integrada do usuário. Na prática, isso significa que iluminação, climatização, segurança, entretenimento e automação podem trabalhar em conjunto, utilizando dados para adaptar o ambiente às necessidades dos moradores. A inteligência passa a estar na relação entre os sistemas, e não apenas nos recursos de cada dispositivo.
A Casa All Connected mostra essa transformação na prática
Entre os principais destaques da Eletrolar Show 2026 está justamente a Casa All Connected, espaço de 300 metros quadrados criado para apresentar aplicações reais desse novo conceito. O ambiente combina automação residencial, inteligência artificial, conectividade e design em uma experiência construída a partir da jornada dos usuários. A proposta difere dos tradicionais showrooms tecnológicos que exibem equipamentos de forma isolada. Em vez disso, a casa foi concebida para demonstrar como diferentes soluções podem interagir entre si dentro de uma mesma rotina. O visitante não encontra apenas produtos, mas situações que simulam experiências cotidianas.
A inteligência artificial aparece como um dos elementos centrais dessa integração. À medida que os sistemas passam a interpretar padrões de comportamento e informações do ambiente, cresce a capacidade de personalização dos espaços. A tecnologia deixa de executar apenas comandos e passa a atuar de maneira mais contextualizada. Outro aspecto importante é a aproximação entre tecnologia e arquitetura. A Casa All Connected foi desenvolvida para mostrar que conectividade não precisa ser um elemento visível ou separado do ambiente. Pelo contrário, a tendência é que os recursos digitais sejam incorporados de forma cada vez mais natural ao projeto dos espaços domésticos.

Créditos: WTF
Legenda: A Casa All Connected busca demonstrar como diferentes tecnologias podem atuar de forma integrada para transformar a experiência doméstica
O futuro da casa passa pela experiência
A transformação observada na feira acompanha mudanças mais amplas no comportamento dos consumidores. Nos últimos anos, a casa deixou de ser apenas um local de passagem para assumir funções ligadas ao trabalho, entretenimento, descanso e socialização. Como consequência, aumentou a busca por ambientes mais confortáveis e adaptáveis. Esse movimento impulsiona o desenvolvimento de tecnologias capazes de tornar a experiência doméstica mais fluida. Em vez de exigir que os moradores se adaptem aos equipamentos, a tendência é que os sistemas sejam capazes de compreender preferências e responder de maneira mais intuitiva às necessidades do dia a dia.
O conceito de casa conectada também amplia o papel da inteligência artificial dentro do ambiente residencial. A tecnologia passa a atuar como uma camada de integração responsável por organizar informações e coordenar diferentes dispositivos. O resultado é uma experiência mais personalizada e menos dependente da intervenção constante do usuário. Nesse cenário, a inovação deixa de ser medida apenas pela quantidade de aparelhos conectados presentes em uma residência. O diferencial passa a ser a capacidade de transformar esses equipamentos em um ecossistema integrado, capaz de simplificar tarefas e melhorar a relação das pessoas com seus espaços.
A presença da Casa All Connected ajuda a explicar uma das principais mensagens da Eletrolar Show 2026. Depois de anos focada na evolução individual dos dispositivos, a indústria começa a direcionar esforços para a construção de experiências mais completas e integradas. Essa mudança também reflete a maturidade alcançada pelo mercado de automação residencial. Se a primeira fase foi marcada pela conexão de objetos à internet, a etapa atual busca criar ambientes capazes de combinar inteligência artificial, conectividade e análise de dados em uma mesma estrutura.
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