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Amazon redefine o lar conectado com chips próprios e a nova Alexa+

A marca aprofunda sua estratégia em inteligência artificial e semicondutores, buscando uma experiência mais integrada e segura para seus usuários em dispositivos inteligentes e além

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A Amazon está implementando uma estratégia ambiciosa para o futuro da tecnologia doméstica, focando em duas frentes principais: aprimorar significativamente suas capacidades de inteligência artificial com a nova Alexa+ e investir massivamente no desenvolvimento de chips próprios para seus dispositivos. Essa abordagem visa oferecer uma experiência mais fluida, personalizada e segura para os consumidores, consolidando a presença da empresa no ambiente conectado.

Alexa+: A nova era da interação por voz

A Alexa+, uma atualização da assistente de voz da Amazon baseada em inteligência artificial generativa, representa um avanço na forma como os usuários interagem com seus dispositivos. Conforme relatado pela Reviewed em 2 de julho de 2026, a principal mudança é a transição de comandos rígidos para uma conversação natural. A nova versão permite que os usuários alternem entre tópicos, solicitem várias ações simultaneamente e mantenham o contexto em interações subsequentes, eliminando a necessidade de repetir a palavra de ativação.

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Além disso, a Alexa+ oferece modos de personalidade (como Breve, Relaxado, Doce ou Atrevido) para adaptar as respostas. Sua integração se estende profundamente ao varejo, à casa inteligente e ao entretenimento. Ela pode enviar alertas de preços personalizados, monitorar padrões de dispositivos domésticos inteligentes e sinalizar mudanças inesperadas, além de refinar recomendações de filmes e músicas com base nos hábitos do usuário.

A Amazon disponibiliza a Alexa+ sem custo adicional para membros Prime em dispositivos Echo compatíveis, Fire TV, tablets Fire e no aplicativo Alexa. Para usuários não-Prime, é possível assinar o serviço por US$ 19,99 (R$ 103) por mês, após um período de teste gratuito. Existe também uma versão gratuita limitada para uso no aplicativo e no site Alexa.com. A Reviewed destaca que a atualização funciona na maioria dos dispositivos Echo a partir da segunda geração, sem a necessidade de adquirir hardware novo.

Apesar dos avanços, a Alexa+ possui algumas limitações. Nem todos os dispositivos mais antigos são compatíveis, e a configuração de cada aparelho inteligente ainda é individual. Preocupações com a privacidade de dados também surgem, uma vez que mais informações de voz são processadas nos sistemas de cloud AI da Amazon em comparação com a versão clássica da assistente.

A estratégia dos chips próprios

Paralelamente à evolução da Alexa+, a Amazon está investindo na produção de seus próprios semicondutores. Em 2 de julho de 2026, a Digital Trends informou que a empresa planeja abandonar o uso exclusivo de processadores de terceiros para seus produtos eletrônicos de consumo, com a transição prevista para começar em 2027.

O analista Ming-Chi Kuo indicou que a Amazon adotará o modelo customer-owned tooling (COT), no qual projeta os chips internamente. Essa mudança abrangerá uma ampla gama de produtos, incluindo Kindle, Fire TV, Echo, dispositivos habilitados para Alexa, câmeras Blink e campainhas Ring. A expectativa é que, após a transição, a Amazon produza cerca de 40 milhões de unidades de processadores internos anualmente.

A motivação para essa decisão é multifacetada. Financeiramente, a empresa busca otimizar custos em um ciclo de investimento em IA que exigiu recursos significativos. Estrategicamente, o desenvolvimento de chips próprios permite maior controle sobre o desempenho, a segurança e a integração de recursos de inteligência artificial diretamente nos dispositivos. Panos Panay, chefe de hardware da Amazon, confirmou em entrevista à CNBC (em 3 de julho de 2026) que a empresa já projeta silício de ponta a ponta para dispositivos como Echo Show 8, Echo Show 11 e Fire TV, utilizando chips como o AZ3 e o AZ3 Pro, desenvolvidos para executar modelos de IA localmente. Essa abordagem melhora os tempos de resposta e a segurança, reduzindo a dependência do processamento na nuvem.

Privacidade e o futuro dos dispositivos móveis

Apesar dos benefícios da IA no dispositivo, a CNET, em 3 de julho de 2026, ressaltou que o processamento de comandos de voz para análise é automático em alguns aparelhos, como o Echo Show 11, levantando questões sobre a privacidade dos dados.

Panos Panay também indicou que a Amazon possui um “roteiro completo de dispositivos on-the-go” (em movimento), sugerindo uma expansão para o mercado de aparelhos móveis. A aquisição da marca de wearables Bee em 2025 reforça essa visão. A empresa prevê um cenário onde a interação por voz pode, em parte, substituir a dependência de aplicativos e telas, com a Alexa+ desempenhando um papel central nessa transformação.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec0

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