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Água do mar vira energia? Como funciona a WaterLight e para que ela serve

WaterLight é uma lanterna criada pela startup colombiana E-Dina que gera eletricidade com água salgada, ilumina ambientes e ajuda a recarregar pequenos aparelhos

Água do mar vira energia? Como funciona a WaterLight e para que ela serve
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Quando a conversa é inovação climática, muita gente ainda pensa em grandes usinas, painéis solares ou carros elétricos. Mas uma das soluções mais interessantes dos últimos anos nasceu em outro ponto do mapa: a Colômbia. A startup E-Dina desenvolveu a WaterLight, uma lanterna portátil que transforma água salgada em eletricidade. A proposta foi pensada para comunidades fora da rede elétrica e para situações em que luz, recarga e autonomia deixam de ser conforto e passam a ser necessidade básica. A WaterLight se apresenta como um dispositivo capaz de gerar energia com água salgada e o mais imopressionante: meio litro pode render até 45 dias de uso, além de alimentar pequenos eletrônicos. 

Como a lanterna gera energia com água salgada?

A WaterLight é uma lanterna de energia portátil criada para funcionar longe da infraestrutura de eletricidade convencional. Em vez de tomada, pilha descartável ou combustível fóssil, ela usa uma reação eletroquímica com água salgada para produzir corrente elétrica. O dispositivo foi desenvolvido pela startup colombiana E-Dina e aproveita a reação entre salmoura e magnésio para gerar luz e recarregar aparelhos móveis. 

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Prodizir energia e gerar iluminação com um recurso abundante parece um sonho. Mas como esse sonho se torna realidade? A resposta é bem simples: a água salgada atua como eletrólito. Quando ela entra em contato com os materiais internos do equipamento, ocorre uma reação química que produz eletricidade. Não se trata de armazenar energia como uma bateria comum, mas de gerá-la a partir da reação entre os componentes 

A WaterLight carrega celular e substitui a rede elétrica?

Ela ajuda a carregar pequenos aparelhos, como celular e rádio, mas não substitui uma instalação elétrica residencial. O equipamento foi desenhado para iluminação e recarga básica em contextos remotos, de emergência ou vulnerabilidade energética. Em outras palavras, a WaterLight não entra no lugar da rede elétrica de uma casa urbana. Ela funciona como solução complementar em áreas onde a rede não chega ou falha com frequência. 

O produto ganhou visibilidade porque foi pensado para comunidades Wayúu, em La Guajira, no norte da Colômbia, uma região costeira e com acesso precário à eletricidade. Os criadores descrevem a WaterLight como uma solução criada para populações off the grid e relata o uso do dispositivo por comunidades locais, inclusive em atividades ligadas à pesca. O diferencial não é apenas técnico. É também social: luz segura à noite, menos dependência de combustíveis poluentes e alguma capacidade de manter o celular carregado, o que pesa muito em territórios onde o telefone é elo com serviços públicos, familiares e emergências. 

Por que essa inovação importa para a crise climática e para a inclusão energética?

A WatherLight surge em um momento em que o debate sobre tecnologia limpa acessível deve ser também socialmente acessível e não pode ficar restrita aos grandes centros. O relatório Tracking SDG 7 de 2025 aponta que cerca de 666 milhões de pessoas ainda viviam sem acesso à eletricidade em 2023, apesar dos avanços recentes. Isso reforça o valor de soluções descentralizadas e adaptadas à realidade local. A WaterLight não resolve sozinha esse problema global, mas simboliza um caminho possível: equipamentos simples, portáteis e voltados para necessidades concretas de moradia, segurança e comunicação. 

O produto ainda não tem escala de produção. Mas pelas características de utilidade e simplicidade deve ganhar o mercado rapidamente pois também resolve perrengues para turistas de aventura, acampamentos ou trilheiros que precisam apenas de água salgada para carregar celular e iluminar o local em que estão.

Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec

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