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A revolução das telas: o seu aparelho vai desenrolar como um papel?
Imagine transportar um computador pessoal inteiro dentro de um pequeno estojo tubular com o formato de uma caneta escolar, ou possuir uma grande televisão que desaparece completamente da sala de estar no momento de repouso da família. O avanço ocorre graças aos trabalhos da BOE, […]
Imagine transportar um computador pessoal inteiro dentro de um pequeno estojo tubular com o formato de uma caneta escolar, ou possuir uma grande televisão que desaparece completamente da sala de estar no momento de repouso da família. O avanço ocorre graças aos trabalhos da BOE, uma fabricante asiática que pesquisa e recria os formatos físicos dos eletrônicos através de inusitadas telas roláveis.
A BOE, Beijing Orient Electronics, é uma das maiores fornecedoras de semicondutores e mostradores eletrônicos do mundo. A fundação da instituição ocorreu em 1993, em Pequim. Durante uma década a empresa viveu um processo de estruturação de suas operações, organizando a capacidade produtiva e uma área de pesquisa e desenvolvimento com altíssima tecnologia. A BOE fornece peças avançadas de reprodução visual para gigantescas corporações de bens de consumo, como a Apple e a Huawei. O foco nos últimos anos foi investir na arquitetura de produtos para substituir os tradicionais painéis de vidro.
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Como funciona o monitor que se desenrola
O desenvolvimento das telas que desenrolam, chamadas de f-OLED, consiste no emprego de diodos orgânicos emissores de luz flexíveis. Diferente dos painéis de cristal líquido rígidos, essas novas superfícies aplicam elementos químicos independentes que irradiam a própria luz quando ativados eletricamente. Essa nova estrutura química está fixada em uma base de resina plástica. O resultado da engenharia é uma tela da espessura que uma folha que projeta um contraste e cores com alta definição em uma base que suporta movimentos repetitivos de “enrolar e desenrolar.”
Durante rodadas internacionais de demonstrações, engenheiros da BOE exibiram painéis de 17 polegadas que retraem a partir de pequenos cilindros, com apenas 4 milímetros de curvatura mecânica central. A base oculta das telas recebe um sistema interno de dobradiças articuladas e camadas fixadoras de extrema elasticidade mecânica. Toda a complexidade da técnica atua exatamente para dividir e dispersar o estresse físico do mecanismo e garantir assim que o durante o uso cotidiano do aparelho ele possa fazer repetições para expor ou ocultar o painel visual centenas de vezes na mesma semana sem causar rupturas.
Onde a tecnologia já marca presença no mercado
Os primeiros modelos já começam a ser disponibilizados para setores de telefonia, tablets e indústria automobilística. Protótipos estão sendo desenvolvidos fazendo com que smartphones, quando fechados, aparentam ser quase que uma caneta. Outros testes são painéis que reproduzem no ambiente interno dos carros o que existe ao redor do veículo, como um sistema de visualização completa do espaço externo. Esses recortes digitais retransmitem sinais das câmeras e funcionam como grandes retrovisores com visão completa de todos os ângulos.
O produto é impactante e deve ser um dos focos de desenvolvimento da indústria de comunicação móvel, automobilística e do design de eletrodomésticos.
Este conteúdo foi criado com auxílio de inteligência artificial e supervisionado por um jornalista do ToqueTec
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