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Rússia anuncia restrições ao uso do Telegram por ‘violação’ da lei
O governo tenta direcionar os usuários para um concorrente estatal chamado Max, que também pode processar pagamentos e serviços governamentais
A agência reguladora de internet da Rússia anunciou, nesta terça-feira 10, a implementação de “restrições graduais” à plataforma de mensagens Telegram, alegando uma “violação” da lei.
O anúncio surge em um momento em que Moscou busca promover o uso de serviços digitais de desenvolvimento próprio com controles mais rigorosos.
“A lei russa continua sendo ignorada (…), nenhuma medida real está sendo tomada para combater a fraude e o uso de mensagens para fins criminosos e terroristas”, afirmou a Agência Russa de Supervisão de Telecomunicações (Roskomnadzor) em um comunicado, citada por agências de notícias locais.
Críticos e ativistas de direitos humanos afirmam que esta é uma tentativa do Kremlin de intensificar seu controle e vigilância da internet em meio a uma repressão mais ampla à dissidência no contexto da ofensiva na Ucrânia.
A Roskomnadzor alertou que “continuará introduzindo restrições graduais” ao Telegram, que, segundo a agência, não cumpriu a lei.
O Telegram é amplamente utilizado na Rússia, tanto como serviço de mensagens quanto como rede social, e quase todas as principais figuras públicas, incluindo agências do governo e o Kremlin, publicam mensagens regularmente na plataforma.
O governo tenta direcionar os usuários para um concorrente estatal chamado Max, que também pode processar pagamentos e serviços governamentais.
A Rússia já havia tentado banir o Telegram, sob a liderança de Pavel Durov, mas acabou fracassando em seus esforços para bloquear o acesso e suspendeu a proibição em 2020.
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