Mundo
OpenAI suspende planos de lançar um chatbot de conteúdo erótico
A decisão ocorre em meio a preocupações sobre os riscos sociais e de reputação de colocar no mercado um produto desse tipo
A OpenAI suspendeu indefinidamente seus planos de lançar um chatbot de conteúdo sexual explícito, informou a empresa nesta quinta-feira 26, em meio às crescentes preocupações sobre os riscos sociais e de reputação de colocar no mercado um produto desse tipo.
A decisão, divulgada primeiro pelo Financial Times, ocorre enquanto o gigante da inteligência artificial busca se desfazer de projetos secundários para manter sua liderança neste setor altamente competitivo.
A função de conteúdo explícito, conhecida internamente como “modo Citron”, gerou críticas, segundo o FT.
Alguns funcionários questionaram se o produto era compatível com a missão da empresa de garantir que sua tecnologia beneficie a humanidade.
Os investidores, por sua vez, manifestaram preocupação com possíveis riscos de reputação em comparação ao benefício comercial.
A OpenAI anunciou no ano passado que afrouxaria as restrições sobre seu chatbot ChatGPT, incluindo a autorização de conteúdo erótico para usuários adultos verificados. A empresa descreveu a medida como um passo para “tratar usuários adultos como adultos”.
O cancelamento do plano ocorre na mesma semana em que a OpenAI anunciou o encerramento de seu aplicativo de criação de vídeos Sora, acusado de desencadear uma enxurrada de conteúdo de IA de baixo valor agregado online.
Esses anúncios chegam ainda em um momento delicado para o setor de tecnologia, com a Meta e outras redes sociais enfrentando uma onda de processos e regulamentações devido ao impacto de suas plataformas sobre menores de idade.
A empresa rival de inteligência artificial de Elon Musk enfrentou condenação global no ano passado depois que seu chatbot Grok foi usado para gerar imagens sexuais falsas de pessoas reais, incluindo menores de idade.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


