Mundo

Ministro da Justiça da Colômbia denuncia ter sido espionado com o software Pegasus

A extração de dados do celular de Andrés Idárraga ocorreu entre agosto e novembro de 2025

Ministro da Justiça da Colômbia denuncia ter sido espionado com o software Pegasus
Ministro da Justiça da Colômbia denuncia ter sido espionado com o software Pegasus
Foto: Mario Goldman/AFP
Apoie Siga-nos no

O ministro da Justiça da Colômbia, Andrés Idárraga, denunciou nesta terça-feira 13 que seu telefone foi interceptado com o software espião israelense Pegasus, o segundo caso do tipo no governo de Gustavo Petro nos últimos meses.

Informações foram extraídas de seu celular entre agosto e novembro de 2025, enquanto ele investigava casos de corrupção como secretário da Transparência, um cargo do Executivo, antes de assumir o Ministério da Justiça.

“Um laudo pericial confirmou que o Pegasus foi usado ilegalmente para espionar a mim e a minha família”, disse o ministro à W Radio.

“A interceptação teria sido acionada a partir do Ministério da Defesa, utilizando (…) estruturas de contrainteligência do Estado (do Exército) para perseguir quem conduz investigações por corrupção”, acrescentou.

O Pegasus permite acessar conversas e chamadas além de ativar a câmera e o microfone de um usuário de plataformas de mensagens instantâneas criptografadas, segundo estudos do Citizen Lab, da Universidade de Toronto, que pesquisa o software há vários anos.

Idárraga disse que investigava vínculos entre altos comandos militares e dissidências da extinta guerrilha das Farc durante a interceptação.

Em dezembro, o ministro do Interior e braço direito de Petro, Armando Benedetti, também denunciou que seu telefone havia sido infectado com o software fabricado pela NSO. Ele contratou um investigador particular e tem apenas “suspeitas” sobre quem poderia ser o autor.

Petro criticou a compra do software pelo ex-presidente Iván Duque (2018-2022), e os órgãos de inteligência não conseguiram descobrir qual instituição o controla.

Especialistas independentes apontam que o spyware é utilizado em vários países, como no México e na Arábia Saudita, onde há denúncias de ativistas e jornalistas espionados.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo