Mundo

Microsoft corta serviço usado por Israel para a vigilância de Gaza

‘Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis’, afirmou a cúpula da empresa

Microsoft corta serviço usado por Israel para a vigilância de Gaza
Microsoft corta serviço usado por Israel para a vigilância de Gaza
Rastro de destruição: palestinos caminham sobre escombros após bombardeios israelenses em Gaza – Foto: Omar al-Qattaa/AFP
Apoie Siga-nos no

A Microsoft informou, nesta quinta-feira 25, que encerrou o acesso a serviços na nuvem para uma unidade de defesa israelense que aparentemente os utilizava como parte de uma operação de vigilância em massa em Gaza.

A empresa dedicou mais de dois meses investigando um relato do jornal The Guardian sobre o uso que o Exército israelense fazia do serviço de nuvem Azure “para armazenar arquivos de dados de chamadas telefônicas obtidos através de uma vigilância ampla ou maciça de civis em Gaza e na Cisjordânia”.

“Encontramos evidências que dão crédito a elementos da reportagem do The Guardian”, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, em uma mensagem aos seus funcionários publicada online.

“Não fornecemos tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis”, acrescentou.

A Microsoft revisou a decisão com o ministro israelense da Defesa, assim como as etapas que a empresa de tecnologia toma para garantir seu cumprimento, de acordo com Smith.

“Isso não afeta o importante trabalho que a Microsoft continua fazendo para proteger a cibersegurança de Israel e outros países no Oriente Médio”, afirmou Smith.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo