Mundo
Meta vai a julgamento nos EUA por arquitetura viciante de redes sociais
A discussão na Califórnia mira mecanismos como a rolagem infinita e o autoplay
A Justiça em Oakland, na Califórnia (EUA), iniciou nesta semana o julgamento da Meta — dona de Facebook, Instagram e WhatsApp — por acusações de que as redes sociais da big tech teriam sido desenvolvidas para criar dependência em crianças e adolescentes.
A discussão mira mecanismos como a rolagem infinita e o autoplay, ante acusações de que eles oferecem danos à saúde física e mental de menores de idade.
Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, deve depor no processo, que terá um júri de oito integrantes para acompanhar o caso de forma consultiva. A empresa, com 1,5 trilhão de dólares em valor de mercado, alega desproporcionalidade nas exigências financeiras e diz que uma eventual condenação poderia resultar em sanção de até 1,4 trilhão de dólares (7,2 trilhões de reais).
O julgamento, que pode durar até sete semanas, ocorre após a condenação de Meta e Google em outra ação nos EUA por vício em redes sociais.
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