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‘Do rio ao mar’: Conselho de Supervisão da Meta aprova o uso do lema pró-Palestina

O governo de Israel acusa de antissemitismo aqueles que utilizam a frase

‘Do rio ao mar’: Conselho de Supervisão da Meta aprova o uso do lema pró-Palestina
‘Do rio ao mar’: Conselho de Supervisão da Meta aprova o uso do lema pró-Palestina
Foto: SEBASTIEN BOZON / AFP
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O Conselho de Supervisão do grupo Meta determinou nesta quarta-feira 4 que a citação isolada da frase “Do rio ao mar”, um slogan frequentemente utilizado por usuários pró-palestinos nas redes sociais, não viola as políticas de conteúdo da empresa.

Este conselho é a máxima autoridade nas decisões de moderação de conteúdo do grupo ao qual pertencem Facebook e Instagram.

O órgão revisou três casos que envolviam publicações no Facebook contendo a controversa frase, que ganhou notoriedade por seu uso nos protestos mundiais contra a guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o grupo islamista palestino Hamas.

A frase “Do rio ao mar, a Palestina será livre” tem sido usada em apoio aos palestinos desde o início da guerra em Gaza. O governo de Israel acusa de antissemitismo aqueles que a utilizam.

Para o Conselho da Meta, a frase não infringe as normas de conteúdo do grupo sobre discursos de incitação ao ódio e à violência, ou sobre organizações e indivíduos perigosos, e não deve levar à remoção de publicações em suas plataformas.

“Confirmando a decisão da Meta de manter o conteúdo, a maioria do Conselho afirma que a frase tem múltiplos significados e que as pessoas a utilizam de várias maneiras e com diferentes intenções”, alegou o órgão.

“Especificamente, os três conteúdos apresentam sinais contextuais de solidariedade com os palestinos, mas não há uma linguagem que incite à violência ou à exclusão.”

A frase “Do rio ao mar, a Palestina será livre” refere-se à zona geográfica entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, que abrange, entre outros, Israel e os territórios palestinos da Cisjordânia e Gaza.

O lema é frequentemente utilizado em apoio aos palestinos como um chamado à autodeterminação e à igualdade de direitos, ou para defender a proposta de um Estado único como solução para o conflito entre israelenses e palestinos, que seriam cidadãs de um mesmo país.

No entanto, muitos israelenses e judeus interpretam a frase como um chamado à eliminação violenta de Israel.

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