Sustentabilidade

Webinar promovido por CartaCapital discute o papel da transição energética na reindustrialização

Os especialistas apostam na energia renovável como vetor para o aumento da produtividade e da competitividade no País

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A mesa de encerramento do webinar “Nordeste, movido a sol e vento”, promovido por CartaCapital, ofereceu um panorama dos desafios e das soluções para a retomada do crescimento industrial no Brasil, sem que a expansão comercial energética cause maior destruição ambiental. 

Os convidados desta edição foram Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP e diretor da Petrobras entre 2003 e 2007, e Guilherme Mello, economista e professor da Unicamp.

O uso do petróleo na indústria foi o motor para as grandes revoluções e resultou na queima excessiva desse combustível, inclusive para geração de energia. Hoje, o Brasil é um dos países que mais transformaram esse ambiente, sob o ponto de vista da sua matriz energética. Cerca de 46% são compostos por fontes renováveis. 

O professor Ildo Sauer, que estuda desde 2003 as perspectivas do mercado energético brasileiro para proteção do meio ambiente, explica que esse potencial, principalmente sob o aspecto econômico, precisa ser trabalhado com mais prioridade. 

“Queimamos, só nos últimos dez anos, cerca de 200 bilhões de reais em combustíveis acima do custo de 200 reais/MWh, quando a energia hidráulica, a fotovoltaica e a eólica custam menos de 150 reais/MWh.”

Guilherme Mello destacou a relação entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. “O que estamos discutindo é como transformar uma estratégia de transição energética e transição ecológica um um motor do desenvolvimento, não como um custo que a gente vai ter de pagar para salvar o mundo, mas, sim como uma oportunidade para gerar emprego e inovação e refundar nossa estrutura produtiva e energética.”

Com essa transição, é possível deixar de usar as matrizes fósseis no Brasil? Qual o papel do pré-sal nesse desenvolvimento? Para entender o contexto destas e de outras questões, assista ao debate na íntegra: 

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