Política

Por que empreendimento de Neymar entrou na discussão sobre PEC da privatização de praias

Nas redes sociais, o jogador e a empresa responsável pelo empreendimento de alto padrão afirmaram que as obras seguem ‘as mais rigorosas leis de proteção ambiental’

Por que empreendimento de Neymar entrou na discussão sobre PEC da privatização de praias
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Getty Images/Divulgação/Due Incorporadora
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A construção de um empreendimento que tenta transformar um trecho de 100 quilômetros do litoral nordestino no “Caribe brasileiro” e tem como sócio o jogador Neymar Jr. reacendeu o debate sobre a PEC que pode privatizar praias brasileiras.

O projeto da Due Incorporadora prevê a construção de 28 imóveis de alto padrão entre os litorais sul de Pernambuco e norte de Alagoas, cujo faturamento é estimado em 7,5 bilhões de reais. O empreendimento é um dos citados nas críticas de ambientalistas contra o texto em discussão no Senado.

“Estou junto com a Due na criação da ‘rota Due caribe brasileiro’. Vamos transformar o litoral nordestino e trazer muito desenvolvimento social e econômico para a região. Em breve, mais novidades”, disse Neymar em vídeo publicado no Instagram que viria a se tornar alvo de críticas.

Nesta sexta-feira 31, o jogador foi às redes sociais rebater as críticas e uma suposta ligação entre o negócio e a PEC. A resposta do atacante ocorre após a repercussão do caso entre artistas. Uma das personalidades a comentar o tema foi a comunicadora e atriz Laila Zaid, que classificou Neymar como “um dos apoiadores” do texto.

Tanto a NR Sports, empresa do jogador, quanto a Due Incorporadora negaram as afirmações e destacaram que as obras seguem “as mais rigorosas leis de proteção ambiental”. Não há, segundo o texto, conexão entre o projeto no Nordeste e a PEC.

Aprovada pela Câmara em 2022, a PEC é relatada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e busca repassar a propriedade dos terrenos do litoral do País para estados e municípios, bem como para agentes privados.

Pela Constituição, o litoral brasileiro é de domínio da Marinha. Uma das consequências da proposta, segundo entidades ambientalistas, seria a possibilidade de privatização das terras do litoral para fins imobiliários.

Neste caso, haveria transferência imediata para os proprietários privados, condicionada a um pagamento. Caso o ponto seja aprovado, esses agentes devem estar inscritos “no órgão de gestão do patrimônio da União” até a data de publicação do texto.

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