Política

‘Não há conciliação para questões técnicas’, diz Marina após parecer da AGU sobre exploração de petróleo

A advocacia-geral sugeriu ‘prestigiar a possível conciliação dos aspectos técnicos controvertidos’

‘Não há conciliação para questões técnicas’, diz Marina após parecer da AGU sobre exploração de petróleo
‘Não há conciliação para questões técnicas’, diz Marina após parecer da AGU sobre exploração de petróleo
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência no Senado. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira 23 não ser possível “conciliação para questões técnicas”. Ela participa de uma audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado um dia depois de um parecer da Advocacia-Geral da União dar novo fôlego à tentativa do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras de obter um aval do Ibama para explorar petróleo na Margem Equatorial. A estatal pretende perfurar um poço a cerca de 175 quilômetros da foz do Rio Amazonas.

Segundo a AGU, uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar “é acima de tudo um instrumento de auxílio, de apoio ao licenciamento ambiental, e não um fim em si mesma”. Ao negar a solicitação original da petroleira, em maio, o Ibama apontou, entre outros fatores, a ausência de uma AAAS.

O documento da AGU também afirma que o Ministério de Minas e Energia solicitou encaminhar o assunto à Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal.

“Antes de eventual análise jurídica conclusiva sobre os demais pontos do licenciamento ambiental, sugere-se prestigiar a possível conciliação dos aspectos técnicos controvertidos a ele relacionados, levando-se à CCAF todos os pontos constantes do indeferimento do licenciamento ambiental por parte do Ibama”, concordou a advocacia-geral.

Para Marina Silva, porém, “não existe conciliação para questões técnicas”.

“Não tenho como dizer diferente, porque não posso colocar numa rodada de conciliação a Anvisa, para decidir, por decisão administrativa, o que for, se aquele remédio é tóxico ou não. A mesma coisa são os processos técnicos de licenciamento do Ibama”, declarou.

Ela também destacou que, embora a AAAS não seja um pré-requisito para conceder uma licença, é “uma ferramenta de planejamento e que, com certeza, ajuda nos processos de licenciamento”.

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