Sustentabilidade

Inpe registra aumento de queimadas na Amazônia e no Cerrado em 2022

A Amazônia teve 13 mil focos de incêndio entre janeiro e julho, um acréscimo de 14% em comparação ao mesmo período do ano passado

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Nos sete primeiros meses de 2022, o número de focos de queimada na região amazônica aumentou 14% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No Cerrado, o crescimento foi de 6%. Os dados são do Inpe Programa Queimadas, levantamento divulgado no domingo 31.

Os focos de calor em julho se concentraram no Pará (31,3%), no Amazonas (26,6%) e em Mato Grosso (22,3%).

“Este é só inicio do verão amazônico, estação com menos chuvas e umidade, quando infelizmente a prática de queimadas e incêndios florestais criminosos explode, seja para queimar as áreas que foram derrubadas recentemente e deixadas para secar ou mesmo queimando áreas de florestas que já foram degradadas pela extração ilegal de madeira, por exemplo. Toda essa destruição e esse fogo, além de dizimar a floresta e a sua rica biodiversidade, também afetam a saúde da população local por conta da fumaça e da fuligem geradas”, comenta Rômulo Batista, porta-voz da Amazônia do Greenpeace Brasil.

Além dos focos de incêndio, houve crescimento na área queimada. Nos primeiros seis meses do ano, o fogo afetou 7.625km² na Amazônia, um aumento de 53% em comparação ao primeiro semestre de 2021. 

Apenas em julho, foram registrados 5.373 focos de queimada, 8% a mais que no mesmo mês do ano anterior. 

Entre janeiro e junho, a área queimada no Cerrado corresponde a 21.346km², um aumento de 16% em relação a 2021.

O Greenpeace aponta que o acréscimo no número de focos de incêndios florestais é um reflexo da omissão do Executivo e do Legislativo, que promoveram o desmantelamento das políticas ambientais e sociais nos últimos anos. 

Os números também demonstram uma tendência crescente de destruição, principalmente no Cerrado. 

“Os altos números de queimadas representam a falta de ações concretas de controle, tanto para a Amazônia quanto para os demais biomas. Importante salientar que embora o aumento percentual no Cerrado tenha sido menor que na Amazônia, a área queimada é maior e em níveis muito elevados, muito preocupante para um bioma que tem área igual a metade da Amazônia”, afirma Edegar de Oliveira, diretor de conservação e restauração do WWF-Brasil. “Este bioma já perdeu mais de 50% da vegetação original e continua sofrendo pressão de várias frentes, impactando diretamente nos níveis de água do País e na perda das espécies únicas da região.”

CartaCapital
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